Política local 09/06/2010

“Fizemos a nossa parte abrindo a porta da nossa coligação ao PMDB, agora, depende deles”.

Deputado federal Sérgio Petecão (PMN).

 Sem novidade
A recusa por unanimidade dos dirigentes petistas em aceitar uma coligação com o PMDB, no Acre, não caiu como nenhuma novidade política. Anteriormente, os petistas já tinham se manifestados contrários. A avaliação agora foi que o PMDB traria mais perdas do que ganhos.

Suspiro aliviado
Quem suspirou aliviada foi a deputada Antonia Sales (PMDB) que já tinha decidido que, se a coligação com o PT viesse ocorrer, não seria mais candidata e não participaria da campanha.

Oferta na mesa
Ontem pela manhã, Bocalom (PSDB),  Petecão (PMN) e Calixto (PSL) sentaram com Flaviano Melo (PMDB) e Wagner Sales (PMDB), a quem abriram as portas do PSDB a uma coligação.

Não foi fácil
Mas, não foi fácil essa engenharia: antes houve uma longa sessão de convencimento do deputado N.Lima (DEM), que era visceralmente contra a entrada do PMDB na aliança.

Empurrada com a barriga
Após a longa conversa entre tucanos e peemedebistas, Flavia-no Melo (PMDB) ficou de dar uma resposta final após a sua volta da convenção nacional do PMDB, neste fim de semana.

Poucas saídas
Com a recusa do PT em se coligar com o PMDB, só restaram duas saídas, uma quase impossível: reavivar a candidatura de Rodrigo Pinto ao governo e a outra se aninhar no PSDB.

Perdem os dois
Na aliança PSDB-PMDB ambos perdem: o PSDB, que vê ruir sua tese de duas candidaturas ao governo, e o PMDB, que vê desabar ter Rodrigo Pinto como único candidato ao governo.

Deputado federal
Um grupo de políticos da aliança tucana deverá se dirigir ao deputado federal N.Lima (DEM) e pedir que seja candidato a deputado federal, para aumentar a legenda da Câmara Federal.

Grande ganhador
Quem ganhou com o novo cenário foi o senador Tião Viana (PT), que vai enfrentar no mano a mano a candidatura de Tião Bocalom (PSDB) ao governo, ainda mais favorito do que nunca.

Fantasma
Com duas candidaturas, ainda existia, mesmo que tênue, a possibilidade de um segundo turno e, no novo contexto, a hipótese fica quase que totalmente afastada.

Bruxa rondando
A bruxa continua solta na família Areal: depois de cassado por compra de votos, o ex-prefeito Nílson Areal (PR) não conseguiu unir a família em torno de sua candidatura à Aleac.

Candidatura mantida
O médico Alan Areal (PSB), seu sobrinho, resolveu manter a candidatura de deputado esta-dual, sob o argumento de não estar queimado e não ter pendên-cias jurídicas.

Pode esperar
O prefeito de Sena  Madureira, Wanderley Zaire (PP) até aqui foi colocado de escanteio, mas pode esperar que, com a chegada da campanha, será paparicado e tratado como um rei.

Não se entende
Não se entende como governo libera convênios para tanto prefeito tranqueira e deixa o Wanderley, que faz um bom trabalho, a pão e água.

Três federais
Caso se configure a quase certa aliança PSDB-PMDB, a oposição passa ter chance concreta de eleger três deputados federais.

Chapa forte
Montaria um chapão formado por Márcio Bittar (PSDB), Flaviano Melo (PMDB), Antonia Lucia (PSC), Sérgio Barros (PSDB), Solange Pascoal (PMN), Aldemir Lopes (PMDB), Major Deodato (PMDB), Raimundo Noleto (DEM), vereador Vieira (PPS), entre outros.

Fardo pesado
Não é um bom negócio para o deputado Luiz Tchê (PDT) ter Jai-ro Cassiano (PDT) como candidato a deputado federal: terá que bancar financeiramente quem não tem votos.

Seguro morreu…
O deputado Delorgem Campos (PSB) sabe que não repetirá sua última votação em Brasiléia nesta eleição e está fazendo investimentos políticos pesados na Capital.

Bem melhor
O ex-prefeito Deda (PP) vai levar uma vantagem quando pedir votos para deputado estadual em Rodrigues Alves: a sua gestão foi mais popular que a do atual prefeito Burica (PT).

Simbiose difícil
Foi um resultado pragmático o fracasso da tentativa da aliança entre o PMDB e o PT, recusada por este. O PT está com sua chapa de deputado federal arrumada e teria problemas em convencer seus candidatos aceitar a entrada de Flaviano Melo (PMDB). Além do que tanto Jorge, Tião Viana, como Flaviano teriam dificuldades em explicar a simbiose aos seus eleitores.

 

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