Política local 08/06/2010

“No plano nacional é uma coisa, mas é zero a chance do PDMB, no Acre, se aliar ao PT”.

Deputado federal Flaviano Melo (PMDB).

Previsão fria
O deputado Thaumaturgo Lima (PT) acha que a FPA fará seis deputados federais, que Fernando Melo (PT),  Gladson Cameli (PP) e Perpétua Almeida (PCdoB) estão com reeleições garantidas, e as outras três vagas estão abertas para disputa, por uma das quais brigará com boas chances.

Bem votado
Conversei com oficiais e vários soldados da PM de Cruzeiro do Sul e ouvi de todos que o major PM Wherles Rocha levará na unidade a maioria esmagadora dos votos para deputado estadual.

Viagem a Marte
O vereador Vieira (PPS) se apresenta como o “deputado federal mais votado” da eleição deste ano.  A hipótese é menor que eu tripular uma nave espacial até Marte.

Temor generalizado
Aconteceu o que os cardeais da FPA temiam: a ex-prefeita Zila Bezerra (PB) será candidata a deputada federal. “Será terrível tê-la no nosso palanque em Cruzeiro do Sul”, reagiu um deles.

Sem chance
Quem conhece bem o Juruá revela que Zila Bezerra, na verdade, será candidata para ajudar a candidatura a deputado estadual do aliado Elson Bezerra (PTB), já que ela se eleger  é difícil.

Morrer na praia
O ex-prefeito de Feijó, Francimar Fernandes (PT), sairá do município com  boa votação, mas se não montar uma forte estrutura na Capital, corre o sério risco de amargar uma suplência.

Palanque com Dilma
Conversei ontem com o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) para aclarar a situação do PMDB sobre como ficará o partido em relação às alianças e fiquei ainda mais confuso.

Posição oficial
Disse textualmente que vai com todos os convencionais do PMDB, no Acre, a Brasília, com posição definida na convenção nacional: “vou votar a favor da coligação com o PT”.

Dilma no colo
Também foi textual em me dizer que, no Acre, no palanque do PMDB se pedirá votos para a candidata a presidência Dilma Rousseff (PT), em homenagem ao vice Michel Temmer (PMDB).

Com reserva
Voltou a dizer que “não haverá coligação com o PT, no Acre, para governador, senador, deputado federal e deputado esta-dual”, posição que deve ser vista com certa reserva.

Difícil de explicar
Flaviano é um bom estrategista político, mas, não é mágico: como vai explicar aos eleitores, num palanque o PMDB falando mal do governo da FPA, e no outro pedindo votos à Dilma?

Pior ainda
E pior ainda será, em Cruzeiro do Sul, com o prefeito Wagner Sales (PMDB), que se elegeu comparando o PT ao “cramulhão”, cabalando votos no palanque para a Dilma Rousseff.

Aliança Mantinguari
Com bem mais de 30 anos de jornalismo político tenho minhas sérias dúvidas se o povo vai aceitar o chamado “Casamento Matinguari”, da Matinta Perera com o Mapinguari.

Tempo perdido
Os dirigentes do PMDB vão perder tempo de comício em comício explicando o casamento.

Outra fonte
Outra fonte importante do PMDB me disse ontem que não vê como separar a posição nacional da regional: “o desgaste está na mesa com essa decisão, que se faça logo a aliança regional”.

Delírio agudo
Ele acha ainda que, isso ocorrendo, o PT daria a segunda vaga do Senado ao Flaviano para uma dobradinha com Jorge Viana: mas, aí meu caro, já não é nem sonho, é delírio agudo.

Muito complicada
Caso a direção regional não consiga recursos para tocar a candidatura do Rodrigo Pinto (PMDB), os reflexos negativos nas candidaturas proporcionais são inevitáveis.

Posição tirada
Os dirigentes dos partidos da aliança puxada pelo PSDB passaram a manhã de ontem reunidos e decidiram aceitar a proposta de coligação para senador e deputado federal com o PMDB.

Tudo que queria
Isso é tudo que o PMDB acalentava, porque com poucos candidatos à Câmara Federal, o partido teria dificuldades de somar legenda e reeleger o deputado federal  Flaviano Melo.

Esse é o problema
Liguei ontem para um importante petista e perguntei: qual a chance de uma aliança PT-PMDB, no Acre? Resposta: “a mesma que o Flaviano Melo disse, é zero”.

Posição inteligente
Enfim, os dirigentes da aliança puxada pelo PSDB tiveram um lampejo de inteligência: abriram a porta para se coligar com o PMDB. Com isso, quebram um eventual discurso do PMDB, de que os tucanos foram os responsáveis, pela intransigência, pelo namorico PT-PMDB. E não tem outra porta aos peemedebistas, para não ficar mal na fita, a não ser a coligação com o PSDB.

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