Política local 17/06/2010

“Não se vai para o próprio velório”.

Rodrigo Pinto, sobre sua ausência no ato da retirada de sua candidatura ao governo.

Tapas e beijos
Pelos relatos que chegaram à coluna da reunião do PMDB, que detonou oficialmente a candidatura de Rodrigo Pinto ao governo, os debates não foram nada cordiais. Os ex-deputados Adalberto Ferreira e João Correia não pouparam críticas duras à decisão e prognosticaram que, com mais uma vez o 15 fora das ruas, o PMDB fica a um passo da decadência.  A deputada Antonia Sales (PMDB), outra voz contra, chegou a chorar.

Fato confirmado
Durante a reunião ficou confirmado o que a coluna deu em primeira mão: a rejeição do PT a uma aliança com o PMDB.  A confirmação veio a fala do interlocutor, o prefeito Wagner Sales.

Aberta e fechada
Wagner revelou na reunião que foi procurado pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) para uma conversa, mas três dias após este retornou com a decisão da cúpula petista de rejeição.

Foram-se os anéis
O PMDB vai agora para a coligação com o PSDB. Foram-se os anéis, mas ficaram os dedos: pelo menos ficou garantida na nova aliança a reeleição do deputado federal Flaviano Melo (PMDB).

Jogo bruto
Quem tiver 4 mil votos na coligação do PT para a Aleac está fora. Na campanha passada, numa coligação com a mesma força, o deputado Ney Amorim (PT) teve 3.800 votos e não se elegeu.

Dito e feito
Há 15 dias noticiei que a candidata a deputada federal Antonia Lucia (PSC) seria vítima de uma campanha para detoná-la no TRE. Não deu outra: começaram a pipocar denúncias nos sites.

Marcação sob pressão
Um dos mais importantes dirigentes da oposição me revelou ontem que, a campanha de Márcio Bittar (PSDB) a deputado federal já é monitorada passo a passo por vários olheiros.

Top-secret
Essa fonte disse ter informações que Márcio teria “conversado” com um emissário da FPA para não ser incisivo ao pedir votos para o candidato ao Senado Federal, Sérgio Petecão (PMN).

Perde a legenda
E advertiu: “se isso for constatado, ele pode ficar certo que perderá a legenda”.

 Nomes e nomes
O deputado Hélder Paiva (PR) é um dos políticos mais probos que conheço. Leal, sem uma mancha na vida pública, daí porque ganharia a política digna, se ele vier ser reeleito à Aleac.

Espaço garantido
O PSDB trabalha com vários nomes de evangélicos para ser o vice na chapa de Tião Bocalom (PSDB), entre eles, os pastores Wildson e Antonio José, os mais cotados.

Nome provável
O nome mais cotado para ser o segundo suplente na chapa do Senado de Sérgio Petecão (PMN) é o presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, vereador Gilvan (PMDB).

Sem chance
O segundo suplente na chapa de Edvaldo Magalhães (PCdoB) ao Senado, médico Carlos Beirute (PTB) diz que não há a mínima chance do PTB rever a sua aliança com a FPA.

 Jogo de cena
A proposta vinda do empresário Zamir Texeira (PTB), segundo Beirute, não encontra a mínima guarida na executiva regional do partido.

Campanha rica
A campanha de Nicolau Ju-nior (PP) a deputado estadual é apontada no Juruá como a mais milionária de todas, devido o poderio financeiro da sua família.

Muito difícil
Entre os principais dirigentes da oposição há um sentimento que Tião Bocalom (PSDB) deverá ter uma votação bem expressiva, mas também  será difícil ele forçar um segundo turno.

Nome consolidado
O que pesa muito a favor de Tião Viana (PT) é a sua memória eleitoral da última campanha para senador em todos os municípios, o que deixa seu nome conhecido e consolidado.

Força dos orixás
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) resolveu apostar nos orixás: fechou o apoio à sua reeleição do mais famoso Pai de Santo de Epitaciolândia, conhecido popularmente como “Garrafão”.

Muito ético
Rodrigo Pinto tinha tudo para sair atirando, mas ao contrário optou por ser partidário e disse que sua meta agora e cerrar fileiras para reeleger Flaviano Melo (PMDB) a deputado federal.

Mais apertado
Com a entrada do deputado federal Henrique Afonso (PV) no chapão da FPA,  devido sua penetração no meio evangélico, o principal prejudicado é o candidato Jessé Santiago (PPS).

Penca de vetados

Numa rápida avaliação feita com alguns jornalistas e advogados, se o TSE, que já determinou que o projeto “Ficha Limpa” se aplica nesta eleição, decidir em breve que é aplicável também às condenações antes da edição da lei, pelo menos dez candidatos dos que disputam vagas na Assembléia Legislativa e Câmara Federal terão os registros de sua candidaturas impugnadas.   

 

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