Política nacional 01/06/2010

“Parece que virou política do governo [boliviano] mandar cocaína”.

Candidato tucano a presidente, José Serra, criticando o governo de Evo Morales.

Intervenção no DF só se fundamenta em Arruda
Considerada juridicamente “frágil” por ministros do Supremo Tribunal Federal, a ponto de exigir pelo menos duas emendas, a representação do Ministério Público Federal baseou seu pedido de intervenção no DF apenas em acusações ao então governador José Roberto Arruda e na relutância da Câmara Legislativa em apurá-las. As alegações perderam força após a prisão de Arruda, sua destituição e a renúncia do seu vice.

STF é que decide
Apesar da fragilidade da ação, o STF pode intervir no DF ainda assim, com objetivo de resguardar instituições contaminadas pela corrupção.

Confiança
Procurador-geral do governo do DF, Marcelo Galvão confirma a “perda de objeto” no pedido de intervenção no DF. Acha que o STF o rejeitará.

Pandora, fase II
A intervenção no DF só retomará sua força com a fase II da operação Caixa de Pandora, que seria iminente, em desdobramento empresarial.

Mais prisões
São fortes os rumores de que o Superior Tribunal de Justiça estaria examinando 51 pedidos de prisão, na fase II da Caixa de Pandora.

UnB articula cotas
Um professor da Universidade de Brasília, que se apresenta como “de confiança” do reitor, viaja Brasil afora tentando vender a reitores de universidades federais a ideia de fixar cotas para militantes do MST. Na prática, o MST indicaria os favorecidos para vagas em universidades, num esquema inspirado na política de cotas raciais. A coluna procurou ouvir a UnB através de sua assessoria, mas não obteve resposta.

Olha o nível
José Geraldo, reitor da UnB, é conhecido pelo apelido de “Zé do MST”, por sua prestimosa atuação como advogado do movimento clandestino.

Ponga, araponga
Atende por “PC” um dos espiões que seguem políticos em Brasília que têm algo em comum: são adversários do ex-governador Joaquim Roriz.

Haja adubo
A bilionária Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, é um jardim reservado à “cumpanherada”: saiu Sergio Rosa, entrou Ricardo Flores.

Bolsa-ditadura
Atentado da Vanguarda Popular Revolucionária, há 40 anos, arrancou a perna de Orlando Lovecchio, estudante que passava pelo consulado dos EUA em SP. O terrorista, Diógenes Oliveira, levou R$ 1,6 mil por mês e R$ 400 mil de bolsa-ditadura. Lovecchio ganha R$ 571 do INSS.

Corda frouxa
O Partido Trabalhista Nacio-nal recorreu ao STF para revogar a lei de improbidade administrativa que pune servidores públicos por falcatruas e afins. Deve achar que corrupção pouca no país é bobagem…

A bomba anda
A Justiça do Rio deu 30 dias para as Indústrias Nucleares do Brasil e o ex-superintendente Roberto Nogueira da Franca explicarem o “cano”, há 16 anos, de US$ 62 milhões em urânio emprestado à falida Nuexco.

Parece, mas não é
O presidente da OAB-MT, Cláudio Stábille, defende o afastamento do presidente do TRE, desembargador Evandro Stá-bille, investigado no esquema de vendas de sentenças. Apesar do sobrenome, não são parentes. O processo no STJ está com ministra Nancy Andrighi.

Entrou água
A Odebrecht ganhou, mas não levou: o Ministério Público pediu a anulação da concorrência para privatização do serviço municipal de água e esgoto em Blumenau (SC), sob alegação de “direcionamento”.

Pelo túnel
O DNIT (ora, o DNIT), do Ministério dos Transportes, repassou R$ 48 milhões para uma obra da prefeitura de Maringá (PR) com suspeita de superfaturamento de R$ 35 milhões apontada pelo Tribunal de Contas da União. A granolina aditivada vai para um túnel de 600 metros.

Ponto de interrogação
O ponto eletrônico determinado pelo Ministério do Trabalho nas empresas poderá provocar demissões, opina o diretor da D’Moraes Recursos Humanos, Cláudio Moraes. O governo arrecadará mais, porém o custo do equipamento sairá de alguma fonte. Adivinhem…

Brioche com trufas
Os sindicatos franceses ameaçam parar o país em junho, contra a aposentadoria acima de 60 anos. Coitados: sem fator previdenciário, defasagem de 50% da inflação e promessa de aumento de 7,7%.

PODER SEM PUDOR

Maurinho é um doce

Petistas resvalavam no cinismo para minimizar o escândalo da ONG Ágora, fundada por petistas, que emitiu de notas frias para arrancar R$ 800 mil dos cofres públicos, em 2004: “o Maurinho muito é rico, não precisa disso”, dizem, referindo-se a Mauro Dutra, amigo milionário de Lula e dono da ONG.
– O Maurinho é muito ladrão! – explodiu indignado o deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), recomendando depois a distribuição de Óleo de Peroba na bancada do PT.

 

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