Política nacional 08/06/2010

“É a baixaria, é contratar arapongas, espionar, denegrir famílias”.

José Serra, candidato tucano a presidente, sobre o que precisa acabar nas eleições.

Dilma dribla aliados em evento da construção
Apetista a presidente Dilma Rousseff reluta em comparecer ao ENIC, o Encontro Nacional da Indústria da Construção, que reunirá mais de três mil empresários do setor e cuja abertura será nesta quarta, em Maceió. O tucano José Serra vai. A maioria é simpática à candidatura dela, mas Dilma está preocupada em não se meter no conflito de seus aliados em Alagoas, divididos em candidaturas rivais ao governo do Estado.

Rivalidade
Pelo menos dois aliados de Dilma são pré-candidatos ao governo de Alagoas: Fernando Collor (PTB) e Ronaldo Lessa (PDT).

Fora da agenda
O comitê informou que Dilma ficará em Brasília amanhã e que o ENIC “nunca esteve” na agenda. Não foi o que ela disse aos organizadores.

Comendo melado
A 7 meses de deixar o governo, a ministra Erenice Guerra (Casa Civil) mudou-se para a luxuosa residência oficial na Península dos Ministros.

Nada muda
Pergunta do ex-deputado Roberto Jefferson: se o ex-ministro Antônio Palocci quebrou o sigilo do caseiro Costa, o que não fará contra Serra?

Câmara teme invasão
A Polícia Legislativa trabalha com a informação de que policiais militares de vários estados estariam articulando invasão à Câmara dos Deputados, caso não seja votada ainda esta semana a proposta de emenda (PEC 300) estabelece piso salarial nacional no valor de R$ 3 mil. Confirmada a ameaça, poderá haver um conflito de proporções imprevisíveis, com graves danos a pessoas e ao patrimônio público.

Braços cruzados
A direção da Câmara teme não contar com a PM do DF, já beneficiada com um piso de R$ 5 mil, na repressão a colegas de outros estados.

Reforma política
Após receber hoje o novo Código de Processo Civil, o presidente do Senado, José Sarney, cria a comissão para elaborar o Código Eleitoral.

‘Não’ à corrupção
O movimento “O Paraná que queremos”, reunindo quase 19 mil pessoas, protesta hoje em oito cidades do Estado contra a corrupção.

Bola atômica
Políticos e celebridades lembrarão no mundo todo, dia 12, o massacre pós-eleições no Irã, promovido pelo lunático Mahmoud Ahmadinejad, amigo de Lula. Com a bola rolando na Copa, ninguém dará bola. Pena.

Na internet
Petistas criaram o movimento “militante 2.0” na campanha de Dilma Rousseff, bem ao estilo de Barack Obama. A “Caravana digital” petista divulgou um “print” do governo da Flórida na internet com as atividades comerciais de Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra.

Classificados
“Anúncio” no microblog Twitter: Precisa-se de caseiro surdo, cego e mudo para morar no bunker da Dilma no Lago Sul em Brasília-DF. Mandar currículo e a conta na Caixa Econômica para @palloci.

Piada de salão
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que levou muito desaforo do “cumpanhêro” Lula, vai indicá-lo ao Nobel da Paz de 2011 pela “mediação de conflitos”. A decisão do petista parece que é irrevogável.

Índio não quer apito
“Carta aberta” de um certo “Acampamento Indígena Revolucionário”, que há meses emporcalha a Esplanada dos Ministérios, ataca a cúpula da Funai e a chefe de gabinete por “nomeações espúrias de membros de partidos, sindicalistas, amigos, amantes e outros chegados”.

Procon não resolve
“Paguei e não recebi. Vou ao Procon?” A frase de Durval Barbosa foi lida na reunião do Conselho Nacional do Ministério Público que julgou o procurador Leonardo Bandarra e uma colega, acusados pelo delator do “DEMsalão” de receberem R$ 1,6 milhão para livrá-lo de processos.

Boca no trombone
Gay assumido, Heraldo Amaro Neto atribui sua demissão do consulado do Brasil em Boston, após oito anos de “serviço exemplar”, ao fato de “saber demais e não calar”. Ele fará denúncias ao Ministério Público.

Mandou, não chegou
Sumiu uma encomenda por Sedex de Duque de Caxias (RJ) para Florianópolis. O cliente reclamou, mas foi inútil: ficou no prejuízo, perdeu o que gastou no produto enviado e na sua postagem.

Pensando bem…
Como lembra o leitor Paulo Roberto Stodieck, de Floripa, a demissão da diretoria dos Correios não pode ser por carta. Periga não chegar.

PODER SEM PUDOR

Antropofagia no Itamaraty

Falecido há dias em Fortaleza, o ex-embaixador do Brasil em Lisboa Dario Castro Alves era dono de um fino senso de humor. Ele chefiava a Divisão do Pessoal do Ministério das Relações Exteriores, ainda no Rio de Janeiro, quando dois subordinados, Adolf Westphalen e Dante Coelho de Lima, chegaram de uma reunião relatando as queixas do Serpro contra os muitos erros nas fichas financeiras do Itamaraty.
– O funcionário do Serpro quase nos comeu vivos – contou Westphalen.
Dario Castro Alves reagiu com muita graça:
– Espero que tenha sido no sentido antropofágico, pois vocês dois eram minhas últimas esperanças nesta Divisão…

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