Política nacional 19/06/2010

“O PSDB está vacilando”.

Fernando Gabeira (PV), impaciente, esperando apoio tucano para governador do Rio.

Se der Rosso no DF, PMDB sofrerá intervenção
A direção nacional do PMDB dá como certa a vitória do grupo liderado pelo deputado Tadeu Filippelli, na convenção que o partido realiza neste sábado em Brasília, referendando o acordo para apoiar Agnelo Queiroz (PT) ao governo local. Mas se der “zebra”, com o governador Rogério Rosso saindo candidato à reeleição e rompendo o acordo com o PT, está decidido: a cúpula do PMDB vai intervir no diretório do DF.

Forte respaldo
Figurões do PMDB como o presidente, Michel Temer, o senador José Sarney e o líder na Câmara, Henrique Alves, apoiam a intervenção.

Decisão nacional
A direção nacional do PMDB se ampara na decisão da convenção nacional do partido, que decidiu pela aliança com o PT nos Estados.

Efeito-demonstração
O PMDB de Santa Catarina sofreu intervenção após anunciar apoio ao candidato do DEM a governador e a José Serra para presidente.

Geleira
Vai ser uma pedreira, neste domingo, na África do Sul: além do pré-frio presidencial, a Seleção enfrentará também 0°C em campo. Brrr…

Crise na ECT
A grave crise nos Correios, que funcionários atribuem a seu presidente, Carlos Henrique Custódio, deixa os nervos à flor da pele e mostra que o principal executivo da empresa perde o respeito dos subordinados. Durante reunião convocada por Custódio para cobrar providências da área técnica, um assessor da Diretoria de Operações, Henrique Maranhão, partiu de dedo em riste para o presidente da estatal: “a culpa é da sua má gestão!” Foi a expressão mais branda que usou.

A eleitora
José Marcos Lunardeli é o novo desembargador do Tribunal Federal de São Paulo. Sua indicação teve apoio de Dilma Rousseff a pedido do PT.

Agora vai
O governo do Rio pediu R$ 181 milhões ao Banco do Brasil  para construir o Hospital Regional da Baixada e um centro de Agricultura.

Equação difícil
Os dois maiores partidos aliados ao presidente Lula, PT e PMDB, estão em lados opostos nas eleições de pelo menos 14 estados.

Alguma surpresa?
O mexicano Flávio Montiel, que Marina Silva nomeou diretor do Ibama, acusado de fraude de R$ 42 milhões pelo Ministério Público Federal, foi “diretor da unidade política” da ONG Greenpeace em Brasília.

Saramago, 87
José Saramago não gostava do Brasil e de brasileiros. Vaidoso, deixou Portugal porque o governo indicou um livro de Miguel Torga, o maior poeta português do século XX, e não o dele, para disputar um prêmio europeu. E porque a Câmara de Mafra não lhe concedeu uma honraria.

Estante
A presidenciável Dilma escreveu no Twitter que “gostou especialmente do “Evangelho segundo Jesus Cristo” e de “Jangada de pedra”, de José Saramago, morto ontem. Mas não peçam para lembrar detalhes..

É por nossa conta
O Governo Federal gastou uma fortuna no superproduzido evento sobre agricultura familiar, em Brasília, incluindo painéis eletrônicos de última geração. E hospedou por nossa conta 230 sem-terra no hotel 5 estrelas Gonden Tulip, que em nada lembra invasões selvagens que realizam.

Segundo turno
Circulam em Brasília jornais apócrifos insultando o candidato a governador Agnelo Queiroz (PT). Parece coisa de petista derrotado em convenção: é tão mal escrito que fica difícil entender o que denunciam.

Reforço alimentar
Recuperando-se da greve de fome encerrada ontem, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) terá que engolir dois sapos, além de Roseana Sarney. Chamou os colegas José Genoino de “canalha” e José Eduardo Cardoso de “fascista”, em meio à semana de fome.

Falta piloto de bugre
O programa sem emoção de José Serra na TV mostrou que sua campanha não precisa de marqueteiros, mas de um piloto de bugre das dunas de Natal, aqueles que perguntam aos clientes: “Com emoção ou sem emoção?” Com emoção, o bugre desce perigosamente inclinado.

Estamos aí
Suplente de deputado, Paulo Lima (PMDB-SP) anunciou na rádio e no seu jornal em Presidente Prudente, que o vice Michel Temer e a candidata Dilma lhe garantiram que será ministro num futuro governo.

Pensando bem…
…parece que agora “caiu a ficha” dos políticos.

PODER SEM PUDOR

A incontinência era outra…

Roberto Busato era presidente nacional da OAB e, durante reunião do conselho federal da entidade, admitiu ter recebido pressões para fazer um discurso “brando”, na posse de Nelson Jobim na presidência do Supremo Tribunal Federal. Ao ser indagado se a presença do presidente Lula o intimidou na hora, Busato respondeu:
– O único medo que tive foi o de não chegar ao fim do discurso: eu estava com a bexiga cheia…

Assuntos desta notícia

Join the Conversation