Política nacional 24/06/2010

“Quebra ilegal de sigilo fiscal é um comportamento de marginais”.

Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e a violação do sigilo do ex-ministro Eduardo Jorge.

Receita dispersa o esquema de arapongagem
A Receita Federal pulverizou por vários setores funcionários lotados na Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação, que seria encarregada de vasculhar a vida fiscal alheia, sem mandado judicial, por ordem da Presidência da República. O objetivo da dispersão seria dificultar eventual investigação da quebra de sigilo fiscal de generais, revelada nesta coluna em 10 de maio, e do ex-ministro de FHC Eduardo Jorge.

Hora exata
A quebra de sigilo dos militares foi ordenada às 15h37 de 18 de janeiro pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Investigar é preciso
O PSDB quer investigar a violação do sigilo fiscal do ex-ministro de FHC Eduardo Jorge Caldas Pereira, denunciado na Folha de S. Paulo.

Aparelhou de vez
Agora, a Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação só tem “gente de confiança” do PT, e os controles de acesso ficaram mais rigorosos.

Resistiu, dançou
O ex-secretário da Receita, Jorge Rachid, dizem ex-auxilia-res, jamais aceitou pressão do Planalto para violar a vida fiscal de adversários.

CPI quer entender…
É grande a expectativa da audiência da diretora honorária do Sindicato dos Bancá-rios (SP) Ana Maria Érnica, na CPI da Bancoop, na Assembléia paulista. Ela faltou, na terça (22), com outros três convocados, mas terá que responder sobre R$ 40 milhões captados dos fundos de pensão, venda de terrenos sem construção de prédios, e o destino das multas da cooperativa, investigada por desvio para o PT.

Lá no fundo
Expert em finanças, Ana Érnica deverá explicar também a origem de R$ 18 milhões aplicados em “Fdics”, fundos de investimento de estatais.

Cansei
A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), que substituiu a droga de ministro Carlos Minc, mal entrou em 31 de março, pediu férias em julho.

Vale de lágrimas
A enchente em Pernambuco e Alagoas comoveu mais os estrangeiros que o governo Lula: é destaque na imprensa internacional há três dias.

Tragédia ‘politizada’
O ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima, que, candidato a governador, levou para a sua Bahia 56,8% das verbas de prevenção contra enchentes, argumenta que “faltam bons projetos” aos demais estados. E fez pouco dos críticos: “querem politizar a tragédia”.

Deu chabu
Jutahy Magalhães (BA), deputado influente no tucanato, achava que no final de junho José Serra estaria liderando novamente as pesquisas. O Ibope, ontem, sepultou suas esperanças: Dilma 40 x Serra 35.

Lula é o cara
O crescimento de Dilma no Ibope tem sido atribuído ao aparecimento de Lula no ultimo programa do PT, em rede na-cional. Os candidatos claramente ligados a ele, nos estados, tiveram crescimento idêntico.

Chapa forte
Na disputa pelo Senado, no Piauí, o deputado milionário Ciro Nogueira (PR) terá como suplente o rico empresário João Claudino. A dupla soma cerca de 70% do patrimônio imobiliário urbano de Teresina.

Vice sem chances
Esta coluna antecipou dia 11 que Paulo Skaf (PSB), candidato sem chances ao governo paulista, queria como vice Mariane Pinotti, filha do falecido Aristodemo Pinotti. A assessoria de Skaf desmentiu. Estava desinformada: Mariane será anunciada vice de Skaf domingo que vem.

Povo esquisito
O juiz que derrubou a moratória de seis meses, imposta por Barack Obama à prospecção de petróleo submarino no Golfo do México, tem ações em empresas de óleo e gás, diz a Asso-ciated Press. Que coisa…

Calada!
Aliado de Lula, o governador Sérgio Cabral deve ter tido um troço: Dilma disse ontem, numa rádio paulista, que “no Rio, o crime se concentra nas favelas”. A propaganda de Cabral diz que as tais “unidades pacificadoras” botaram os bandidos para correr. Anrã.

Lima Duarte
O motorista de uma van da Fifa, que atende a seleção brasileira, é sósia do ator Lima Duarte. Indiano residente em Joanesburgo, ele até já atende quando chamado pelo nome do consagrado ator brasileiro.

Pensando bem…
…só falta Lula inaugurar castelo de areia, depois do terreno baldio de uma fábrica no Pará, ontem.

PODER SEM PUDOR

Vivo, uma vírgula

Delegado em Rio Claro (SP), Joaquim Alves Dias viveu recentemente um episódio de filmes de Zé do Caixão: sem documentos, o cadáver encontrado num canavial se levanta no camburão:
– Para onde estão me levando?
Em meio a susto e correria, Dias se irrita com o BO do escrivão de “morte aparente”. Como explicar à imprensa a “ressuscitação”?
O escrivão caprichou na vírgula: “Encontrado num canavial um cadáver, vivo”.
O delegado quase infartou.

 

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