À luz da razão

A polêmica sobre a regularização dos diplomas de médicos formados no exterior e o exercício da profissão aqui no Estado está criada. As opiniões divergem. É preciso jogar um pouco luz e razão sobre esta questão delicada.

A rigor, pela legislação, não há o que contestar a exigência do diploma, sua revalidação nos Conselhos Federais e Regionais de Medicina. Médicos lidam com a saúde da população. Muitas vezes com a vida dos pacientes e precisam estar habilitados para fazer o melhor. Não cometer erros. Muito menos praticar o charlatanismo.

Este princípio, entretanto, não pode servir de escudo para posições cômodas, elitistas e descompro-missadas com a realidade do país, sobretudo, de estados e municípios que precisam de profissionais e não podem dispor por causa de entraves burocráticos, criados por esses mesmos conselhos.

Ao contrário, o que a sociedade espera e exige é que se examine com cuidado os cursos e diplomas dos profissionais formados em outros países e se regularize suas situações para que possam atuar no pleno exercício da profissão.

Outro aspecto a se considerar é o de que, em última, o dever de prever e prover estados e municípios de médicos e outros profissionais é dos gestores públicos e devem fazê-lo à luz desses princípios. 

 

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