Tudo pode acontecer

Não foi uma sábia decisão esta da Justiça do Trabalho de permitir que as empresas demitam motoristas e cobradores em greve. Só fez acirrar ainda mais os ânimos e tudo pode acontecer na próxima segunda-feira, quando os trabalhadores prometem paralisação total dos serviços.

Mesmo que considerasse a greve “abusiva”, o que se esperava da Justiça é que exigisse o cumprimento da lei. E a lei, ao que consta, não concede esse direito de patrões demitirem trabalhadores em greve, antes reconhecida como legal pela mesma Justiça.

Além disso, por se configurar uma situação de impasse entre patrões e empregados, esperava-se também que a Justiça do Trabalho colaborasse e intermediasse as negociações, visando o bem maior, que é o fim da greve e a normalidade desse serviço essencial para a população.

Aliás, sobre este aspecto, a prefeitura, através dos órgãos responsáveis pelo setor, precisa cobrar também das empresas concessionárias suas devidas obrigações, como o aumento e renovação da frota, segurança, até mesmo limpeza e higie-ne dentro dos veículos.

Não se trata de defender este ou aquele lado. Trata-se de resolver um impasse que está prejudicando e muito a população.  

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