Uma judiação

Com a chuva e o frio que se registrou ontem, o que se viu na cidade foi um desrespeito, uma judiação contra os trabalhadores, estudantes e a população mais pobre que depende dos ônibus para ir ao trabalho e às escolas.

Já se disse e vale repetir: greves em serviços essenciais, como esta no transporte coletivo, podem até ser justas e são, a julgar pelo que a categoria tem argüido. Contudo, greves por “tempo indeter-minado” nesses serviços agridem, ferem os direitos da sociedade. No caso da população mais pobre que precisa ir e voltar ao trabalho e não pode à ficar refém de impasses criados entre patrões e empregados.

Por mais justas que sejam, a um determinado momento é preciso que se encontre uma solução. No caso dos estudantes, também. Recorde-se que há poucos dias, eles já sofreram com a greve dos professores. Perderam quase dois meses de aulas e agora estão perdendo mais duas semanas por falta de transporte.

Os órgãos responsáveis por este serviço, no caso a prefeitura, e os que têm por obrigação legal de intermediar as negociações, o Ministério do Trabalho, precisam agir, encontrar uma solução para acabar com essa situação que se tornou insustentável e está prejudicando a sociedade.

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