Agricultor quer garantir direito de passagem por terras de fazendeiro

O agricultor Raimundo de Souza Almeida, 61 anos, residente no Ramal Aroeira, Km 17 da Estrada Transacreana, está reivindicando judicialmente o direito de passagem pelas terras de um fazendeiro da região. Segundo ele, o caminho através da propriedade particular é o acesso mais rápido e seguro para que as crianças da comunidade cheguem às escolas rurais.

“Se tivermos que cortar caminho, uma viagem que demoraria em média vinte minutos pode durar até duas horas e meia”, alega Raimundo. O aumento no percurso é em virtude do mesmo ter que ser realizado por dentro da mata fechada, algo difícil e perigoso.

De acordo com Raimundo, a passagem era permitida, mas sem qualquer justificativa aparente, A.F.O, dono da propriedade, resolveu fechar a porteira e impedir  a passagem da comunidade vizinha, em especial à família dele, atualmente a mais prejudicada.

“Já perdi plantação, criação e atualmente estou endividado com o banco porque não tenho passagem para a minha produção. Minha família está passando necessidade em virtude disso e ninguém resolve”, desabafa.

A briga entre o agricultor e o fazendeiro é antiga e vem ganhando novos desdobramentos desde o ano passado. Raimundo afirma que já tentou um acordo, mas A.F.O se nega a atender qualquer pedido que se reverta em benefício para a comunidade local.

O caso também já gerou alguns registros na polícia. O último deles foi realizado na última segunda-feira, 31, quando o agricultor procurou a 6ª Unidade de Segurança Pública da Capital para informar que havia sofrido uma tentativa de homicídio no dia anterior.

“Era por volta de 9h30 da manhã quando ele efetuou um disparo contra a minha pessoa. Só não acertou graças aos poderes de Deus, mas prometeu que ia atirar de novo se eu passasse por dentro da propriedade dele”, afirma.

O fazendeiro também esteve na mesma delegacia para registrar uma queixa contra o agricultor, que segundo a ocorrência teria matado um cachorro dele. Na saída da 6ª USP, Raimundo diz que foi novamente ameaçado pelo fazendeiro. “Eu apelo às autoridades que façam alguma coisa para me ajudar. Já estou ameaçado de morte e não sei o que possa acontecer”, finalizou.

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