Empresários ameaçam fechar BR no aniversário de Brasiléia em protesto

Uma reunião realizada na Câmara Municipal de Brasileia na noite de ontem (22), reuniu empresários de vários ramos e alguns vereadores para discutir um assunto referente à tão sonhada área de livre comércio na fronteira. A iniciativa do encontro aconteceu por parte da Associação dos Comerciantes de Brasileia e Epitaciolândia.

A discussão é antiga, já que desde a década de 80 do século passado fala-se em liberar o comércio de produtos importados nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, fato esse que, de início, alegrou muitos empresários.

Com o passar dos anos, a promessa foi ficando em terceiro plano por parte dos governos Federal e Estadual. Somente foi liberada para alguns empresários a isenção em determinados impostos, o que motivou para muitos de fora, a instalação de lojas de fachada sem gerar empregos.

Para alguns, somente existe no papel e os produtos nem chegam à fronteira. Fatos esses comprovados em notícias jornalísticas Brasil afora, onde foram detidos caminhões levando produtos que deveriam ser comercializados em Brasileia com isenção de impostos.

Para piorar ainda mais, os comerciantes reclamam da desleal concorrência na cidade de Cobija, lado boliviano, onde se pode comprar de quase tudo com valores cerca de 60% abaixo do Brasil, sendo impossível a competição.

Com o aumento de impostos nos últimos anos, lojas fecharam, alguns foram embora ou estão trocando de ramo, deixando perceptível a decadência do comércio na cidade de fronteira, comparado há 25 anos.

Dessa forma, não suportando mais ver governantes, políticos entrando e saindo sem deixar uma solução, os empresários de Brasileia resolveram radicalizar, com o intuito de que alguém possa ver a situação que perdura por muito tempo.

Os vereadores que estiveram presentes na Câmara, apesar de concordarem com os empresários, discordaram com a atitude em bloquear a estrada justamente no dia em que Brasileia estará completando 100 anos de emancipação política, pois há o risco de se atrapalhar a programação da festividade.

– Certo ou não, queremos uma solução por parte dos governantes. Já não agüentamos mais essa situação que se estende há décadas. Os comerciantes estão deixando de dar uma vida digna para seus filhos por causa de tantos impostos – disse um dos empresários.

Em dado momento durante as explanações, os ânimos até ficaram exaltados, mas foram apaziguados. Os empresários esperam solução ou resposta por parte dos governantes nos próximos dias. Caso não ela não apareça, a ameaça é de radicalizar. (O Alto Acre)

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