Pela ampliação do Proerd

Levanto aqui uma bandeira: a ampliação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência nas Escolas, o Proerd, conduzido com eficiência pela Polícia Militar. Uma iniciativa que vem dando certo há anos, mas que infelizmente se restringe a última série do ensino fundamental.

Que bom seria que os adolescentes do ensino médio pudessem ter algumas aulas de reforço do que aprenderam durante as dez semanas de curso lá na quarta série. Afinal, é na adolescência que eles estão mais vulneráveis ao assédio dos traficantes.

E não é segredo para ninguém que as nossas escolas estão constantemente sendo rondadas por esses destruidores de jovens. Existem indícios de que alguns traficantes chegam a se infiltrar dentro das próprias escolas, disfarçados de estudantes.

Meus filhos estudam em escolas públicas e isso me permitiu conhecer mais de perto esse valoroso programa. O interessante é que eles não só aprendem a evitar o contato com as drogas, mas também são orientados a falar das palestras a seus pais, irmãos, amigos e vizinhos.

Os policiais que trabalham como instrutores conseguem contagiar a galerinha de uma tal forma que eles se sentem os próprios agentes de combate ao crime. Algo admirável. O meu caçula João Pedro, 9 anos, chegou em casa fazendo discurso depois de assistir a primeira palestra.

Como mãe e jornalista comprometida com a questão social fica aqui o meu apelo para que o comando da Polícia Militar e, especialmente o Governo do Estado, analisem com carinho essa possibilidade.

São com iniciativas simples como estas que se combate o crime, não construindo presídios, como infelizmente pensam e defendem muitas autoridades. É melhor prevenir o crime na infância que engaiolar o marginal adulto.

*Dulcinéia Azevedo é jornalista e escreve às terças-feiras nesta coluna. E-mail: dulcineiaac @hotmail.com

 

 

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