Tijolos não sofrerão novo aumento e nem estão em falta em Rio Branco

O presidente do Sindicato da Indústria de Olarias do Acre (Sindoac), Aristides Formighie-ri Jr, assegurou ontem que o preço do milheiro de tijolos da Capital não deverá mais sofrer nenhum aumento para este ano. Segundo ele, não há motivo para novas alterações nos preços, já que o acréscimo de 10% – estabelecido no dia 3 de maio entre os empresários – corrige totalmente o encarecimento de insumos para a produção dos tijolos e a carência de mão-de-obra na Construção Civil.

De acordo com Aristides Formighieri Jr, os 10% foram uma alta comum dos meses de maio. Com tal porcentagem, o preço do milheiro custa hoje entre R$ 320,00 até 450,00.

Outro ponto que o presidente do Sindoac deixou bem claro é que as cerâmicas possuem capacidade plena para atender a demanda de Rio Branco de forma imediata. Assim, a partir de quando os pedidos são feitos pelas construtoras, em cerca de 2 a 3 dias (média) as indústrias oleiras locais conseguem produzir e entregar os tijolos.

Sobre a suspeita de existir um sistema ilegal de cartel entre as produtoras (tijolo não é produto tabelado), Aristides Jr. foi categórico ao afirmar que as cerâmicas não têm ou jamais tiveram qualquer acordo neste sentido. “É impossível se pensar em cartéis entre as olarias da cidade já que os preços de cada empresa industrial daqui são bem variados. Esse tipo de denúncia não tem nenhum fundamento”, explicou ele.

Atualmente, Rio Branco possui cerca de 15 olarias (9 formais e 6 informais).

Mesmo com as declarações do presidente do Sin-doac, empresários de construtoras tanto locais, quanto de fora reclamam que o preço dos tijolos é o que mais está pesando dentre os materiais básicos de construção. Eles apontam que os tijolos (entre outros produtos) estão fora do planejado, encarecendo o custo total de obras.

 

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