Caso Fabrício: Crime sem solução

Nesta terça-feira, 08, completou 84 dias do desaparecimento do estudante Fabrício Augusto Souza Costa, 16 anos e a polícia ainda não conseguiu elucidar o crime apesar de várias pessoas estarem presas acusadas de envolvimento em um suposto seqüestro seguido de morte.

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O mais misterioso neste crime é o fato da declaração de um dos acusados que ao ser preso confessou o suposto seqüestro, seguido de morte por esquartejamento, indicou supostos cativeiros e supostos locais onde a quadrilha teria abandonado o corpo, mas ao mesmo tempo afirmou em tom de ameaça que jamais o corpo de Fabrício seria encontrado e que a família não iria velar o corpo.

A partir da primeira prisão, outras pessoas foram presas totalizando 16 acusados, sendo que somente seis permanecem presos.

Os que foram presos sob acusação de envolvimento no desaparecimento do estudante, alguns chegaram a indicar locais que supostamente o corpo teria sido abandonado, como Igarapé Judia e um açude no Ramal Itucumã, Rodovia AC 40.

A polícia realizou buscas nesses locais e nada foi encontrado prevalecendo a ameaça de Leonardo Leite, que teria afirmado que o corpo não seria encontrado.

Protesto silencioso

Desde o momento que o estudante desapareceu após sair de casa para participar de um curso de informática no centro de Rio Branco, a família do garoto participou ativamente das investigações e prisão de suspeitos.

Nesses últimos meses sem nenhuma resposta da polícia, a família de Fabrício resolveu fazer um protesto silencioso atualizando diariamente através de um banner com formato de um contador os dias que o estudante está desaparecido.

O banner está fixado na parede de um comércio na Rua Benjamim Constant, que ironicamente é conhecida como “esquina da alegria”, no centro da cidade.

Segundo o funcionário público Sérgio Costa, 46 anos, tio do garoto, a família está revoltada por que a polícia não estaria se empenhando em solucionar o crime. ”Se não fosse a iniciativa da família em investigar por conta própria nenhum acusado de envolvimento no desaparecimento de meu sobrinho estaria preso. Foi a família que conseguiu as imagens das câmeras de segurança do Terminal Urbano, a quebra de sigilo da conta telefônica de Fabrício que levou a prisão de Leornardo Leite, o principal suspeito, foi a família que descobriu que o chip do celular de Fabrício apreendido pela polícia foi usado mais de um mês depois, sinceramente se não fosse a polícia conta com ajuda de policiais que trabalharam voluntariamente no caso, tudo estaria praticamente na estaca zero” desabafa Sérgio Costa.

A fragilidade do sistema de segurança  do estado fica explicito com a não elucidação do caso Fabrício

Segundo Sérgio o mais revoltante foram as últimas declarações do Governo do Estado que afirmou em entrevista que o caso Fabrício está solucionado com a prisão dos acusados que brevemente serão julgados. “ai eu pergunto: como que o caso está solucionado, se o corpo não apareceu? Que solução é essa, se até agora não foi explicado a família quem teria usado o chip do celular do garoto, quando estava sob o poder da polícia. Por quem e para quer foi usado? Aonde estão as pessoas que foram vistas nas imagens do circuito de segurança do Terminal Urbano, seguindo o menino? Para a família o caso somente poderá ser declarado solucionado quando o corpo Fabrício aparecer vivo ou morto. Enquanto isso não acontecer fica aberta a ferida e escancarada a fragilidade do sistema de segurança do estado.” afirmou.

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