Mais 120 dias para a CPI da Pedofilia

A maioria dos deputados estaduais aprovou, ontem, a extensão do prazo para a conclusão dos trabalhos da CPI da Pedofilia. Apenas os deputados N. Lima (DEM) e Idalina Onofre (PPS) votaram contra. Para o presidente da Comissão, deputado Luiz Tchê a ampliação do prazo permitirá que o relatório final esteja mais em sintonia com os anseios da população. “Como vamos passar por um período eleitoral e o recesso da Aleac ampliamos o prazo para 120 dias. Até o mês de novembro vamos concluir o trabalho”, garantiu.

Quanto a polêmica convocação do assessor especial Francisco Pianko para ser ouvido pela CPI, Tchê, explicou. “O Pianko vem com certeza porque já foi deliberado na Comissão. Só falta marcar o dia. Ele não se negou a vir na CPI. Quando retonarmos ele virá. Não sabemos se isso vai acontecer antes ou depois das eleições porque vai depender da Comissão. Mas não existe nada de blindagem do Governo. Existem dificuldades, mas não blindagem”, afirmou.

Como participante titular da CPI, a deputada Antonia Sales (PMDB) também justificou a ampliação do prazo. “Muitos dos acusados que chamamos para comparecer não vieram blindados pelos processos jurídicos. Se já estavam respondendo a processos não precisariam dar depoimentos a CPI. Mas na nossa consulta com o juiz descobrimos que não há nada que impeça essas pessoas de deporem. Não podemos cair no descrédito com a nossa população e temos que dar uma resposta para a sociedade que clama por justiça pelos seus filhos que foram abusados. Nós temos que zelar por essas crianças e adolescentes”, salientou.

Já o deputado N. Lima (DEM) explicou porque votou contra a ampliação do prazo da CPI. “O Poder Legislativo é o representante do povo e temos que ter posição. Essa CPI já foi prorrogada uma vez e agora de novo. Já prorrogaram demais e não fizeram o papel da CPI. Por isso não vai dar em nada. E vou continuar votando contra até no seu parecer”, protestou.

 

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