Rodrigo Pinto não será mais candidato ao governo

Aconteceu o que já era esperado. O PMDB vai mesmo formar aliança com o PSDB para disputar as eleições para deputado federal e estadual, no Acre. O presidente do partido, deputado federal Flaviano Melo (PMDB-AC), reuniu-se, ontem, com a executiva peemedebista.
PMDB
Presentes os quatro prefeitos, Wagner Sales (PMDB), de Cruzeiro do Sul, Randson Oliveira (PMDB), Marechal Thaumaturgo, Edvaldo Teles, o Padeiro (PMDB), de Bujari e Cleidson Rocha (PMDB), de Mâncio Lima. Além dos deputados estaduais Chagas Romão (PMDB), Antonia Sales (PMDB) e o pré-candidato ao Senado, João Correia.    

A presença de Rodrigo Pinto também era esperada. Mas o vereador não apareceu e nem atendeu o telefone. Flaviano Melo explicou que não seria possível para o PMDB sair sozinho nas eleições. “Enquanto a FPA tem 14 partidos e a outra coligação de oposição capitaneada pelo PSDB, 7, nós não poderíamos seguir isolados no pleito.

Como sempre defendemos a união das oposições resolvemos pela coligação com os tucanos. Pena que não pudemos colocar o Rodrigo Pinto na cabeça da chapa como pretendíamos”, justificou.

A decisão, na prática, significa a retirada oficial do partido da candidatura de Rodrigo Pinto. Segundo Flaviano Melo, o candidato do PSDB, Tião Bocalom, deverá oferecer o cargo de vice-governador na sua chapa a Rodrigo Pinto. “Temos que fortalecer o nosso partido elegendo o maior número de deputados federais e estaduais. O Rodrigo terá tempo para pensar se aceita o convite feito pelo Bocalom. Evidentemente que nesse momento ele deve estar mexido emocionalmente, mas terá tempo para refletir com calma sobre os recentes acontecimentos”, avaliou.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales, ponderou que teve várias reuniões com Rodrigo Pinto no seu escritório e que ele já estava consciente da situação. “Sempre defendi a candidatura do Rodrigo pela sua tradição familiar. Mas não poderíamos ficar isolados. É importante que toda a oposição saia unida. Não podemos ser fator de divisão. Com isso o PMDB vai crescer com a eleição de candidatos proporcionais”, afirmou.

O deputado Flaviano Melo também garantiu que a candidatura do ex-deputado, João Correia (PMDB) será mantida ao Senado. “Quanto a nossa escolha de um candidato presidencial fica óbvio que marchando com o PSDB optaremos pelo ex-governador José Serra”, explicou o parlamentar acreano. Já  Wagner Sales salientou que a decisão foi tomada depois de muita discussão interna do partido e que não houve nenhuma dissidência na executiva depois dos rumos escolhidos pelos peemedebistas.       

 

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