Hierarquia das necessidades

A motivação da conduta humana foi estudada por Mas-low (1962), idea-lizador da famosa Pirâmide das Necessidades Humanas, onde ele explica cada uma das necessidades humanas e o poder que elas exercem sobre o indivíduo.

Na base da pirâmide de Maslow, estão às necessidades fisiológicas. Representam à sobrevivência e a preservação da espécie humana. O homem necessita de comida, abrigo, repouso, dentre outras necessidades fisiológicas, como condição de se manter vivo.

Em escala crescente, aparecem em segundo, as necessidades de segurança. O homem precisa de proteção contra as ameaças ou privação, a fuga e o perigo. O homem também tem necessidades sociais, que assumem a terceira posição na pirâmide de Maslow. Trata-se da necessidade de afeto, amor, amizade, aceitação por parte dos companheiros.

A necessidade de estima está relacionada à aprovação e respeito por parte da sociedade, independência e autonomia. E no topo da pirâmide, nos deparamos com as necessidades de auto-realização, que se alcança quando todas as outras foram realizadas.

 Como já dizia Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo, na antiga civilização grega, “o homem aspira duas grandes coisas na vida, conhecimento e ser feliz”. Para a psicologia, é fato comprovado que a frustração gera violência.

Voltado à pirâmide das necessidades, isso significa dizer que, no desenvolvimento do indivíduo, uma necessidade “inferior” precisa ser satisfeita adequadamente antes de surgir à necessidade “superior”. Essa satisfação é essencial para que o homem evolua e passe por todos os níveis da hierarquia das necessidades.

Diariamente nos deparamos com situação de pessoas que se encontram presas às necessidades fisiológicas, sem perspectivas de avanço e a conseqüente satisfação plena. São pessoas que não dispõe de moradia digna, alimentação decente, lazer, cultura e dependente de esmolas disfar-çadas de auxílio financeiro para poder colocar o pão na mesa.

Infelizmente, a hierarquia de Maslow, idealizada para melhorar a compreensão acerca da alma humana, na prática de utilizada como ferramenta de dominação e opressão.

* Dulcinéia Azevedo é jornalista e escreve às terças-feiras nesta coluna. E-mail: [email protected]

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