O Acre que o Acre não conhece

Na semana passada, o juiz Luciano Losekann, que está no Acre a serviço do Conselho Nacional de Justiça, em virtude do mutirão car-cerário, perguntou a um grupo de jornalistas – no qual me incluo – o que significava a palavra Tarauacá.
Algumas explicações ainda foram ensaiadas, mas infelizmente ninguém soube esclarecer a contento a dúvida do curioso juiz. O episódio me trouxe uma reflexão, a qual compartilho com todos vocês neste 15 de junho, data em que o Acre completa 48 anos: nós, filhos e filhas dessa terra temos a obrigação de conhecer o Acre.

Como lição primeira devemos conhecer sua história e por conseqüência dos seus 22 municípios. Nascer no Acre não significa necessariamente conhecer o Acre. Viver no Acre idem. O Acre que o Acre não conhece é real – não virtual – e precisa ser explorado, de preferência individualmente. Isso inclue não apenas os aspectos positivos, mas também os negativos.

Para fazer isso não é preciso que você organize uma expedição, como se fazia antigamente, e saia Acre a dentro em busca de aventura. Basta comprar um bom livro sobre a história do Acre, de preferência de um autor da terra, e inicie a leitura.
Boas consultas também podem ser feitas pela internet, sendo possível fazer uma visita rápida a todos os municípios. Alguns romances – como os do Silvio Martinello – também são ótimas fontes de pesquisa.

O importante é que desperte em nós o interesse pelas nossas raízes, não nos moldes políticos, como estamos acostumados a constatar, quando um determinado grupo se apoderar do espírito da sua pátria com fins eleitoreiros.

O Acre que nos abriga merece muito mais de nós. E conhecê-lo intimamente é pressuposto necessário para que essa relação prospere. Nunca é tarde para aprender, ainda mais sobre coisas que são importantes para nós e para as futuras gerações. Que a história do Acre seja contada de pais para filhos, com riqueza de detalhes e muita emoção.

A propósito, de acordo com consulta a um dicionário informal da internet, a palavra Tarauacá é de origem indígena e significaria águas de muitas folhas. Também é dado o conceito de Rio de água ligeiras, com muita vegetação em seu leito e nas margens. Quem tiver uma definição melhor, por favor, me mande por email.

* Dulcinéia Azevedo é jornalista e escreve às terças-feiras nesta coluna. E-mail: [email protected] hotmail.com

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