A força do parlamento

Os parlamentares acreanos acordaram para a proximidade das eleições e resolveram mostrar as suas armas. É pena que alguns deputados estaduais que passaram três anos em silêncio resolveram só agora se manifestar na tribuna da nossa Casa Parlamentar. Vale ressaltar, apesar das críticas, que a nossa imprensa está atenta e sabe muito bem quem são os oportunistas que falam qualquer asneira só para justificarem os quatro anos que passaram enganando os seus eleitores.

Durante o período em que fiz a cobertura jornalística da Aleac assisti a bons debates entre a oposição e a situação. Reconheço o valor de políticos dos dois lados que honraram os seus mandatos lutando pelo interesse do povo acreano. Acho que o próprio Governo deveria estar mais atento as discussões parlamentares para aproveitar sugestões coerentes que vêm tanto dos oposicionistas quanto governistas. As críticas de alguns deputados da oposição deveriam ser estudadas porque, às vezes, tem origem nos anseios de determinadas parcelas da população acreana. Assim acabam por ser uma oportunidade para corrigir o rumo de situações delicadas e desconfortáveis para a gestão pública.

Boas idéias não têm DNA de situação ou oposição. Portanto, podem servir para melhorar a vida do povo acreano. A produção parlamentar da nossa Aleac, que deverá ser abreviada com a chegada das eleições, foi positiva. Houve momentos em que os debates tenderam para os ataques pessoais. Mas foram muito poucos. Estivemos longe de ver as “baixarias” tomando conta do nosso cenário parlamentar. As que aconteceram foram exceções.

Nesses três anos e meio os nossos deputados percorrem todo o Estado realizando sessões da Assembléia Aberta. Tiveram a oportunidade de conhecer de perto a realidade de um Acre com os seus recantos perdidos na imensidão da Amazônia. Fizeram importantes pontes com os parlamentos municipais aproximando vereadores, prefeitos e deputados. Isso possibilitou um mapeamento político do Estado que jamais tinha acontecido na história da nossa Assembléia. Sem falar na aproximação com os nossos países vizinhos, Peru e Bolívia, que pode abrir novos caminhos para o desenvolvimento acreano.

Como cidadão e profissional não vou avaliar o desempenho da nossa Casa Parlamentar por episódios isolados. Mas pelas ações positivas que aproximou o legislativo estadual da população. O saldo é muito positivo. Claro, faço ressalva aos preguiçosos que se escoraram na dinâmica mesa diretora da Casa para justificarem a sua inércia. Penso que seria bom que esses não voltassem mais. Mas isso fica por conta dos nossos eleitores que poderão fazer as transformações necessárias para termos uma próxima legislatura ainda melhor. O que não pode acontecer é darmos passos para trás. Um parlamento acreano forte significa a garantia do nosso Estado democrático para a atual e a próxima geração.

* Nelson Liano é jornalista
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