Chega de insegurança!

Não sou especialista mas tenho certeza que na Segurança Pública acreana quase tudo está errado.

Está errada a gestão, está errada a atua-ção, está errada a forma de encarar o crime no Acre.

A integração das polícias não está dando certo. Integraram as polícias e ao mesmo tempo burocratizaram o atendimento à população.

Aconteceu comigo, no último sábado, de “receber” uma visita de um cidadão infrator na minha casa. Ele arrombou a porta mas não conseguiu entrar porque, graças à Deus, tenho um sistema de segurança particular muito eficiente. Mesmo assim, se os rapazes da Transeguro tivessem colocado as mãos no larápio, não teríamos para quem entregar.

A polícia chegou uma hora e quinze minutos depois de ter sido solicitada pelo despacho 169, realizado às 15h30 do sábado. O pessoal do Grupo Águia da PM, quando chegou, me contou direitinho como é que funciona. Primeiro você liga para o 190, a moça toma nota da sua solicitação, seu endereço etc.

Depois encaminha para a mesa do gerente que vai avaliar se o caso “merece” atenção para só então passar um rádio para a equipe mais próxima da ocorrência ir te socorrer.

Tenham santa paciência!

Uma pessoa, um cidadão de bem, que não tem condições de pagar um sistema de segurança particular está ferrado!

Não é possível que os gestores não conseguem enxergar que os crimes contra o patrimônio  é a ponta do iceberg! Se pegarem os caras que estão invadindo casas, que normalmente são dependentes químicos e que estão em busca de grana para pagar sua droga, vão conseguir colocar, com inteligência, as mãos nos traficantes que mandam na cidade.

Uma coisa puxa à outra e não estão conseguindo enxergar. Vamos parar de fazer tantas reuniões e vamos partir pra ação? A própria PM poderia colher as digitais do vagabundo que tenta ou mesmo entra em um comércio ou residência. Não é necessário designar um perito para fazer essa coleta. Vamos agilizar esse serviço!

O atendimento por telefone é outro ponto que deve ser melhorado. Antigamente, por incrível que pareça, a polícia chegava mais rápido aos locais do crime porque quem atendia ao telefone já falava no rádio com as equipes de radiopatrulha dando as instruções sobre o ocorrido.

O garoto Fabrício está desaparecido há 78 dias e não se consegue chegar ao corpo do garoto!

Com tantas viaturas novas, com melhoria no armamento, com cursos de formação o tempo inteiro não é possível que uma cidade como Rio Branco, com cerca de 350 mil habitantes, tenha tantos casos de crime contra o patrimônio.

A sensação é a pior possível. Nos sentimos frágeis, vulneráveis, à mercê da própria sorte. E nem adianta ir à delegacia prestar uma queixa, fazer um Boletim de Ocorrência. Já fiz isso em outra ocasião e como o serviço de inteligência não funciona, a polícia nunca sabe se o mesmo cara que entrou em uma casa também entrou em outra. Os serviços integrados de polícias só existem no papel.

Eliane Sinhasique é jornalista, radia-lista e publicitária
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