Socorro, também!

Recebi e-mail de uma leitora/ouvinte e com sua autorização reproduzo neste espaço. Diz ela:

Prezada jornalista,

Acompanho seu trabalho como jornalista e aprecio seu espírito aguerrido e batalhador, sempre discutindo assuntos de interesse da sociedade acreana.

Lendo sua coluna no jornal A GAZETA de hoje (18 de junho), não pude deixar de me solidarizar com seu desabafo inconformado frente a esta situação de caos em que nos encontramos no que tange ao fornecimento de energia elétrica.

O que  me chama a atenção é que nem Governo, nem a Assembléia, a Câmara ou o Ministério Público Estadual convoca  os responsáveis para, em público, explicarem o que realmente está ocorrendo na cidade.

O silêncio é geral, ou melhor, o apagão de explicações é geral. Não sei se é de seu conhecimento, mas todas as instalações a cargo da Ele-tronorte foram, por “mando de Brasília”, repassadas  à antiga Ele-troacre. Ora, cara jornalista, em que pese os esforços de nossos profissionais da Eletroacre, eles não foram treinados, preparados, para lidarem com esta nova realidade a eles imposta. Isto sem contar que a maior parte dos serviços desta empresa estão terceirizados, e aí você já viu…

As usinas são complexas e exigem muito mais que boa vontade e ama-dorismo. Dá para entender o menosprezo e o despreparo para este fim  dos profissionais da Eletronorte. Quando Brasília coloca  tal responsabilidade nas mãos dos que foram chamados de última hora, já que são uma única empresa, Eletrobrás, porque não fazer um trabalho em parceria com vistas à realização de um atendimento pleno e eficaz para a sociedade?
Nosso futuro é a escuridão! Que tal você discutir com os responsáveis não só causas, mas também  as soluções? Estarei ouvindo atentamente seu programa. Um abraço e parabéns.

Lucilia Maria Parra Magalhães

Prezada Lucilia, obrigada por suas palavras, pelo seu desabafo. De minha parte, pode ter certeza, que continuarei a falar sobre os assuntos que mais incomodam e atrapalham a vida dos acreanos até que um dia alguém nos escute e tome as atitudes que queremos para uma vida mais digna neste pedaço de chão que também pertence a essa potência chamada Brasil.

Eliane Sinhasique
[email protected]

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