Polítca nacional 21/07/2010

“Crime contra a Constituição foi feito, na violação de sigilo fiscal”.

José Serra, candidato do PSDB, sobre a violação do sigilo do tucano Eduardo Jorge.

Receita identifica quem violou sigilo de EJ
Não é preciso esperar o término das eleições – como avisou Otacílio Cartaxo, secretário da Receita Federal – para saber quem violou o sigilo fiscal do ex-ministro de FHC Eduardo Jorge Caldas Pereira, o “EJ”. A Receita já investiga, como suspeita, a auditora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Ela foi eleita em 2007 dirigente do Sindireceita, sindicato dos auditores fiscais, delegacia de Santo André e São Bernardo (SP), santuário da pátria petista.

Despiste
Na Câmara, Otacílio Cartaxo disse que houve “cinco ou seis acessos” nas contas de Eduardo Jorge, sugerindo um crime de vários autores.

Só uma filiada
O delegado sindical José Carlos Fernandes admite que soube “por alto” da acusação a Antonia, mas lembra: ela já não está no Sindireceita.

Falta contar
Antonia Silva poderá dizer a Otacílio Cartaxo se tudo foi ato aloprado dos amigos de Dilma e, o mais importante, quem a mandou fazer isso.

Dilma é penta
Dilma Rousseff ganhou a quinta multa na Justiça Eleitoral, no total de 26 mil merrecas. Os políticos gargalham: o crime eleitoral compensa.

Narcoguerrilheiro
A “revolta” do PT com acusações de vínculo com os narcoguerrilheiros das Farc foi menor em 31 de julho de 2008, quando a revista colombiana Cambio revelou – e esta coluna mostrou em primeira mão – o conteúdo de 85 e-mails do computador do chefão Raúl Reyes, morto pelo Exército da Colômbia. “Refugiado” político no Brasil, Oliverio Medina, o “padre Camilo”, é o elo que liga as Farc ao governo Lula.

‘Padre’ especial
Os e-mails do bandidão Raúl Reyes mostravam as tratativas entre autoridades brasileiras e o próprio Lula, para facilitar o asilo a Medina.

Solução camarada
No facilitado asilo de Medina, sua mulher, Ângela Slongo, foi nomeada por Dilma para a Secretaria de Pesca da Presidência da República.

Estava, saiu
Lula criou o relacionamento PT-Farc no Foro de São Paulo, em 1990, mas em 2005, teria excluído a guerrilha dos encontros “da esquerda”.

Filho enjeitado
Candidato ao Senado, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) responde a quem quiser ouvir que não indicou o deputado Indio da Costa para vice de Serra. “Fomos avisados, o que não tira o mérito”. 

Começou
O governo do DF assinou ontem contrato com a Via Engenharia e Andrade Gutierrez, para reforma do estádio Mané Garrincha. Vai gerar 1.500 empregos diretos, os mais caros da História: R$ 700 milhões.

Embromation
O Itamaraty fez ginástica para dar sentido à visita a Brasília de Mourad Medelci, chanceler da Argélia, justificada por um “memorando de entendimento para estabelecer mecanismo de diálogo estratégico”.

Mudança radical
A ala mais radical do PT – marxista-leninista – sugere mudanças na campanha de Dilma, após os episódios do dossiê contra Serra e do programa “rubricado”. E critica a busca de aceitação da “burguesia”.

Homem ocupado
É difícil encontrar no emprego o administrador regional do Paranoá (DF), Artur Nogueira, tio e apadrinhado do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB). É que não lhe sobra tempo, com os plantões no comitê de outro candidato a deputado distrital, em Taguatinga.

Desconfiança
O Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos e Eletrônicos de Manaus prevê o reaquecimento no fim de agosto, por isso o seu presidente, Wilson Périco, teme que  a Infraero não tenha resolvido o gargalo que paralisou a produção do pólo, no primeiro semestre.

Bala perdida
Um leitor do Rio não entende como a Copa de 2014, com retorno em turismo, repercussão e imagem do Brasil, vai custar R$ 20 bilhões, e o trem-bala Rio-SP, de retorno arriscado, vai custar R$ 34,6 bilhões.

O Figueiredo voltou
A Ligth avisou que ser difícil impedir o “voo” dos bueiros no Rio, onze desde janeiro, ferindo várias pessoas. A situação para os cariocas lembra a frase do finado presidente Figueiredo: “Que se explodam!”.

Pensando bem…
…o goleiro Bruno, do Flamengo, adotou a “solução Lula” sobre o serviço sujo dos amigos: “Não sei de nada, não vi nada”.

PODER SEM PUDOR

Imprensa e má fama

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), aquele que se enrolou no mensalão, sempre atribuiu a má fama dos políticos à imprensa. Certa vez citou como exemplo o fato de não ter sido ouvido por uma rádio paulista que divulgou um projeto cuja existência ele ignorava, prevendo anistia às multas eleitorais de 2002. A repórter da emissora reagiu na hora:
– Há dois dias estamos tentando falar com o senhor, e nada…
João Paulo sorriu amarelo e silenciou.

 

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