Política nacional 01/07/2010

“Para mim o caso é de hecatombe institucional”.

Ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, sobre os escândalos no DF.

CGU não viu desvios no DF iniciados em 2006
O ministro Jorge Hage, chefe da Controladoria Geral da União, deve explicações e também um pedido de desculpas ao contribuinte brasileiro. A CGU descobriu repentinamente, mas só após a Operação Caixa de Pandora, que o governo do Distrito Federal desviou mais de R$ 150 milhões entre 2006 e 2009, em recursos da União. O que Jorge Hage e sua turma fa-ziam enquanto mãos bobas agiam?, eis a questão.

Amostragem
A CGU informou que já havia detectado irregularidades no Metrô-DF e que “todo trabalho de auditoria é feito por amostragem” em todo o país.

Ampliação
Em nota, a CGU diz que a gravidade da situação no DF fez a auditoria “ampliar o escopo dos trabalhos” e “aprofundou indícios”. Ah, bom.

Outra mancada
Com os salamaleques ao ditador sírio Bashar Al-Assad, Lula associa a imagem externa do Brasil democrático a mais um lixo autoritário.

Pai dos pobres
A “campanha” internacional de Lula doou mais US$ 150 mil às vítimas de vulcão e chuvas na Guatemala. Em maio, foram US$ 200 mil.

Álvaro Dias
O senador tucano Álvaro Dias (PR) dormiu vice de José Serra, de terça para quarta-feira (30). “Às 2h da madrugada, Serra mantinha sua opção pelo meu nome”, contou ele a esta coluna. Amanheceu na frigideira. Enquanto Serra definia em São Paulo que o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) seria seu vice, Álvaro Dias tentava se viabilizar para o posto almoçando com políticos do DEM, em Brasília. Ele foi o último a saber.

À mesa com o inimigo
Álvaro Dias almoçou ontem com o próprio Índio da Costa, que, entre uma garfada e outra, garfou seu lugar na chapa de Serra.

Noves fora, nada
Assim como Alvaro Dias, Índio da Costa não acrescenta um só voto, até porque o eleitorado deles já votaria em Serra de qualquer jeito.

Vice quer apito?
Diante da escolha do jovem deputado do DEM, cabe a pergunta: Índio da Costa tem mesmo cacique para ser vice?

Falta processo
Em seu voto contrário à intervenção no DF, o ministro Marco Aurélio lembrou um aspecto interessante, no julgamento do Supremo Tribunal Federal: até agora nem sequer foi proposta ação penal sobre o escândalo de corrupção que motivou o pedido do Ministério Público.

Show de talentos
A sessão do STF, sobre a intervenção federal no DF, encantou a todos pelas lições admiráveis de saber jurídico, dos que foram contrários à medida e do ministro Carlos Ayres Britto, que a defendeu. Um show.

Viva Brossard
Ao proferir seu voto contrário à intervenção, com o brilho de sempre, o ministro Celso de Melo homenageou o ex-senador e ex-ministro Paulo Brossard, citando-o e destacando sua “luminosa” passagem pelo STF.

O conversador
O “premonitor” Jucelino da Luz diz que o Brasil ficará em 4º na Copa e a Alemanha em 1º. A boa notícia é que ele previu a vitória de Geraldo Alckmin para presidente, e o tucano perdeu para Lula de goleada.

Só fingimento
A pedido do Itamaraty, a Marinha do Brasil vai treinar os pilotos que irão operar um porta-aviões chinês em construção. O problema é que o São Paulo, nosso único porta-aviões, está em reparos há dois anos.

Mão na mala
De março a maio, 1,6 mil malas foram furtadas, sumiram ou foram arrombadas no aeroporto de Brasília. Nada a ver com “mensalão”. Os desafortunados passageiros terão loja para consertar o que sobrou.

A favorita
Bebuns, alegrai-vos: o Ministério da Cultura apoia projeto de livro sobre a cachaça, “símbolo da identidade nacional”. Vai contar a história da “marvada” no Brasil através dos rótulos, formatos e cores. Hum…

Só notícia boa
A TV Brasil, ou “TV do Lula”, vai coproduzir a série “Sábados Azuis: Histórias de um Brasil que dá certo”, inspirada na coluna de “boas notícias” do falecido jornalista e ex-deputado Márcio Moreira Alves.

Pensando bem…
…aos caciques tucanos levaram Dias para escolher um Índio.

PODER SEM PUDOR

Muque brizolista
O ministro José Dirceu guarda boas recordações do falecido ex-governador Leonel Brizola, e outras nem tanto: ele jamais esquece o dia em que, num palanque, um Brizola muito empolgado quis falar ao seu ouvido e, para tanto, puxou-o pelo braço, quase o deslocando. O ex-ministro da Casa Civil passou uns seis meses sentindo dores:
– Ele era um homem forte…

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