Política nacional 02/07/2010

“Ele me disse por telefone: ‘não tenho amantes’”.

José Serra relatando a conversa que teve com seu vice, Índio da Costa.

Justiça Federal pega leva com narcotraficantes
Distante da dura rotina do combate ao avanço da droga, que destrói famílias e provoca dependência e morte, parte da Justiça Federal tem sido criticada pela aplicação de penas leves até para traficantes internacionais como Flávio José Gomes dos Santos. Preso pela Polícia Federal em flagrante, no Aeroporto de Brasília, tentando embarcar para Lisboa com quase 3kg de cocaína, foi pre-miado com apenas 2 anos e 70 dias em regime aberto, e com direito a recorrer em liberdade.

Crime hediondo
Com 3kg de cocaína, o traficante poderia produzir 60 mil pedras de crack, droga barata e assustadora, que causa dependência imediata.

Perplexidade
A pena ao traficante Flávio Santos causou perplexidade entre policiais que dedicam a vida, colocando-a em risco, combatendo o narcotráfico.

Possível explicação
Policiais experientes acham que a Justiça Federal em geral não lida com crimes do “mundo cão” do narcotráfico (homicí-dios, roubos etc).

Compensa
Penas leves estimulam o traficante a correr risco: a cocaína apreendida com Flávio Santos foi avaliada em 60 mil euros (mais de R$ 100 mil).

Adams quer disputar…
A reunião de ontem no gabinete do ministro Luiz Adams (Advocacia Geral da União), para discutir o aumento dos servidores do Judiciário, foi interpretada como sinal de que ele é mesmo candidato à vaga do ministro Eros Grau no Supremo Tribunal Federal. Só Paulo Bernardo (Planejamento) representava o governo, mas Adams entrou nas negociações para se credenciar junto a servidores e ao próprio STF.

‘Dilmóbvia’
Beira a platitude as mensagens do Dilma no Twitter: “senti uma energia muito forte na convenção do PT lá em Salvador. Axé, pessoal”.

Copiou, chefia
A Presidência tem muito o que escanear e copiar até 2013: gastou R$ 703,2 mil comprando impressoras multifuncionais top de linha.

Almas gêmeas
A bela espiã russa com site e fotos na internet lembra os arapongas da nossa Abin – agentes secretos que têm crachá. Mas como são feios…

Boa sorte
O ex-ministro Hélio Costa foi interrompido durante a convenção do PMDB em Minas, com a presença de Dilma e Temer, por um telefonema de Brasília. Era o presidente Lula desejando-lhe boa sorte.

Encrenca na certa
O vice de Marcelo Deda (PT) em Sergipe, o deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) foi réu em mais de 400 processos no Tribunal de Contas de Sergipe. Perdeu o mandato de prefeito de Aracaju, por intervenção.

Fila no w.c.
Cerca de 210 participantes da Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília, tiveram problemas digestivos. O Ministério da Saúde não soube explicar o que provocou a diarréia coletiva, mas informou que as vigilâncias sanitária e epidemiológica investigam o caso.

Bicos cruzados
O vice de Serra, Indio da Costa, diz que foi arquivada a investigação do sobre o suposto faturamento da merenda escolar quando ele era secretário – relembrado pela deputada tucana Andréa Gouveia Vieira. 

Carga pesada
Mal apagaram um incêndio, aparece outro: a lembrança de que Indio da Costa foi genro de Salvatore Cacciola, visitou-o em Bangu I, e é parente de banqueiro envolvido em estripulias do finado Banco Santos.

O poder do detector
Pela primeira vez no Brasil, laudo técnico de voz de perito privado foi base da absolvição de réu: Cristino Marini, acusado de mandante de crime em Veranópolis, em 2008, foi absolvido em junho pela Justiça gaúcha. Mauro Nadvorny, da Truster, mostrou que o acusador mentiu.

Casa de marimbondos
O “varejo” petista se esbaldou na internet com as acusações de irregularidades na “ficha” do vice de Serra. Mas os dirigentes preferiram não atirar pedras, por enquanto. Afinal, todos têm telhado de vidro.

A novela dos concursos
Abaixo-assinado da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (www.anpac.org.br) defende lei única para evitar fraudes, mínimo de um mês para inscrição, e três de estudo, antes das provas.

Pensando bem…
…comparado ao enroladíssimo goleiro Bruno, do Flamengo, o “imperador” Adriano é apenas um Kaká.

PODER SEM PUDOR

Tempos de chumbo

Os anos 1950 marcaram com sangue a política em Alagoas, onde uma eleição podia ser definida no voto ou na bala. Irmão do poderoso general Góes Monteiro, ministro da Guerra, o governador Silvestre Péricles mandou acabar “à bala” um comício da UDN em Mata Grande, a 300 km de Maceió. Alguém lembrou que o senador Ismar Góes Monteiro estaria no palanque.
– No meu irmão atire na bunda! – reagiu o governador.
A ordem foi cumprida à risca, com saldo trágico: assassinaram o deputado Moacir Peixoto, que promoveu a manifestação, e os filhos Urbano e Sônia.

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