Política nacional 04/07/2010

“Ficou sentado lá tentando entender o que tinha acontecido”.

Chefe de gabinete Gilberto Carvalho, sobre a reação de Lula ao fiasco do Brasil.

PP, que controla o Denatran, agora critica Lula
Aincompetência do diretor do Denatran, Alfredo Perez, de implantar a lei que criou o Sistema Nacional de Prevenção ao Roubo de Veículos e Cargas, gera prejuízos ao país e confusão entre aliados do governo. Em seminário sobre Transporte Rodoviário de Cargas, dia 9 de junho, o deputado Mário Negromonte (BA), um dos líderes do PP, partido que controla o Denatran, livrou a cara do protegido Perez e criticou Lula.

Conivência
Para alegria da indústria automobilística e dos que furtam 400 mil veículos no ano, o Denatran boicota a lei sancionada por Lula em 2006.

Amigo preferencial
O governo decidiu cobrar explicações do diretor Alfredo Perez também de suas relações com um Hissanobu Izu, figura influente no Denatran.

Sabão em pó
Agora, além da lei que “não pega”, temos a ficha suja meio “encardidinha”. O candidato lava, está nova, e concorre.

Pensando bem…
…o Brasil perdeu no que é bom mesmo. No resto, continua perdendo: Educação, Saúde, IDH, Infraestrutura, Ética…

Tempos modernos
Os técnicos de nível médio do Banco Central, Controladoria-Geral da União, Tesouro e outros órgãos de fiscalização e controle, não desistiram da “modernização” das carreiras, equiparando-os aos analistas de nível superior em funções e salário, sem concurso público. O projeto do lei foi vetado pelo governo, mas os sindicalistas vão insistir com o próximo, em nome do “ganho qualitativo”. 

Povo esquisito
Hoje, 4 de julho, é dia de americanos hastearem a bandeira na porta de casa, em todo o país. E o time deles nem chegou às quartas-de-final.

Complicou
A reeleição do senador Heráclito Fortes (DEM) se complicou no Piauí, após a candidatura do atual deputado federal Ciro Nogueira (PP).

Não tem pra ninguém
Muita gente fala isso do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, mas matador mesmo é Bruno, do Flamengo.

TSE bagunçou tudo
Permanece o clima de incerteza nas campanhas re-gionais, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de limitar o uso de imagem e som dos presidenciáveis. O prazo para as convenções já acabou, mas as atas ainda podem mudar e ser entregues até segunda-feira.

Palanque instável
Entre os presidenciáveis, o tucano José Serra foi o mais prejudicado pela decisão do TSE de limitar o uso de imagem e som dos candidatos nas campanhas regionais. Pode ficar sem palanque no DF, RJ e SP.

Pena pesada
Caso o Tribunal Superior Eleitoral mantenha a posição em agosto, o descumprimento da decisão poderá gerar multas, perda de tempo de publicidade no rádio e na tevê e até prisão para o candidato infrator.

Ano de euforia
Em ano de eleição, o governo é uma mãe: analistas do Judiciário terão a partir deste ano aumento de 56%, em parcelas. Em alguns casos, podem ganhar mais que auditores da Receita e procuradores federais.

Programa legal
Com tudo pago, a Secretaria de Direitos Humanos despacha hoje (4) um cineasta para o projeto “O cotidiano dos direitos humanos na Copa do Mundo”. Vai ver os DH da final, porque só volta dia 16.

Longe disso!
Ainda magoado por ter sua candidatura a presidente detonada pelo PT, o deputado Ciro Gomes (PSB) não vai se envolver na campanha presidencial da petista Dilma Rousseff. Decidiu coordenar no Ceará a campanha de reeleição do irmão, governador Cid Gomes.

Mundo digital
Executivos discutem o fim da versão impressa do Jornal do Brasil, um dos mais importantes do país. Pioneiro na internet, o JB seria também o primeiro do país a contar apenas com versão online, e turbinada.

Nome é destino
O Tribunal de Contas da União condenou o ex-prefeito de Santa Cruz de Cabrália (BA) Geraldo Scaramussa a devolver R$ 1,9 milhão à União, em quinze dias. Era grana para recuperação ambiental.

Pergunta tribal
É preparativo para o Quarup a escolha de um índio para vice de Serra?

PODER SEM PUDOR

Ritmo brizolista
Leonel Brizola impôs um ritmo alucinante no Palácio Piratini, ao governar o Rio Grande do Sul no vigor dos seus trinta e poucos anos. Dizia-se que o fogo da lareira do seu gabinete jamais se apagava. Brizola trabalhava freqüentemente até às 3h da madrugada, lembra o jornalista Antônio Goulart, e, ao despedir-se dos auxiliares, recomendava sempre:
– Logo mais, todos aqui. Mas não precisam vir cedo. Às 7 e meia está bem…
E ai de quem não fosse pontual.

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