Política nacional 08/07/2010

“A questão social não pode ser vista como um artefato eleitoral”.

Marina Silva, candidata do PV a presidente, sobre o uso eleitoral de programas sociais.

Arruda quase foi levado de pijamas para depor
Quando policiais foram buscá-lo em casa para depor “sob vara”, sexta (2), como testemunha, em investigação contra procuradores do DF, o ex-governador José Roberto Arruda enfrentou maus bocados: segundo relatou a um amigo, ele precisou implorar, diante da filha pequena, para não ser levado algemado e vestindo pijamas e com a barba por fazer. Arruda diz que não havia comparecido por orientação dos advogados.

Gentileza
A caminho da polícia, já barbeado e de roupas trocadas, Arruda foi retirado da viatura e levado para depor no carro do delegado.

Primeira vez
Arruda afirma ainda haver agradecido ao delegado: foi seu primeiro depoimento desde a Caixa de Pandora, em novembro de 2009.

Camisola de veludo
Curiosa a “transparência” do Senado na internet. Quem clica em “valor dos contratos” de mão-de-obra, cai numa página de “erro”.

Só louco
O atacante uruguaio Sebastián “Loco” Abreu, agradeceu o “apoio” de Lula, antes da derrota para a Holanda, diz a agência Efe. E precisava?

ECT: licitação abre…
A Empresa de Correios e Telégrafos realiza nesta quinta um pregão milionário para escolher a transportadora aérea de carga que fará a rota Guarulhos (SP)-Brasília-Manaus, o “filé” da malha da ECT. Há uma guerra nos bastidores dessa licitação, em razão do suposto favoritismo da empresa Absa, ligada à chilena Lan, atraída por sua especialidade de atender emergências ao estilo do mercado de caminhoneiros: que tem avião que se apresente. É bom ficar de olho, MP. Vai dar rolo.

Resposta na trave
Qual a diferença entre a Holanda e certos políticos brasileiros? A Holanda tem a “laranja mecânica”, os políticos, o mecânico “laranja”.

Sem anestesia
É oficial: obrigatória desde a ditadura Vargas, a “Voz do Brasil” terá horário flexível, mas fica no ar. Inevitável como impostos e a morte.

Cidade explosiva
É mesmo anacrônica a rede subterrânea do Rio, que explode e fere pessoas: ainda bueiro da Cia Telefônica Brasileira, extinta há décadas.

Eu e eu mesma
O programa autoritário do PT – que a candidata Dilma assinou, mas rejeitou, constrangida com a pregação de restrições às liberdades e de controle da imprensa – mostra que em um eventual governo da ex-ministra não haverá lugar para o “conselheiro” Lula.

Asfor imortal
O ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do Supe-rior Tribunal de Justiça, foi eleito para ocupar a cadeira 23 da Academia Brasileira de Ciências Jurídicas, que pertenceu à jurista Lúcia Valle de Figueiredo.

Mulher x mulher
Mulher de José Serra, Mônica foi o destaque em um encontro das Mulheres do PSDB, há dias. Ela desdenhou das promessas de Dilma Rousseff: “Mulher não engana mulher”. Foi aplaudida de pé.

Livre das pragas
Às vésperas de entregar as chaves, governo Lula vai pagar R$ 154,7 mil para dedetizar o Planalto, o Alvorada, Granja do Torto, e casas dos ministros, contra “insetos e animais daninhos”. Ratos incluídos, claro. 

Paetê na bota
O presidente Lula, que em 2006 chamou Pelotas de “polo exportador de viados”, terá que poupar tais brincadeiras no Rio Grande do Sul: o Estado adotou o “nome social” nas escolas para travestis e transexuais.

Guerrilha cibernética
Em nome da “liberdade de expressão”, sites pró-Dilma pegam pesado com a procuradora eleitoral Sandra Cureau, que multou Lula e Dilma por campanha antecipada: “ditadora-censora-tucana, sem autoridade legal e moral, cúmplice de Serra” atacam os “guerrilheiros” cibernéticos.

Seis por meia dúzia
Após abrir embaixadas em minúsculas ilhas da Polinésia, o Brasil decidiu economizar um trocados: fechou o consulado em Zug, o menor cantão da Suíça, com 25 mil moradores, a 30km de Zurique.

Novo duelo
O promotor do caso Isabella Nardoni, Francisco Cembra-nelli, voltará a enfrentar o advogado Roberto Podval, defensor do casal Nardoni, talvez em fevereiro, no júri de Sergio “Sombra”, suposto mandante do assassinato do prefeito Celso Daniel de Santo André (SP).

Pensando bem…
…depois do “esqueçam o que escrevi”, do “esqueçam o que eu disse” e do “eu não sabia”, Dilma inaugurou o “não sei se eu assinei”.

PODER SEM PUDOR

O mínimo, pecado máximo

Ao final da entrevista a Giba Um, certa vez, na TVA de São Paulo, Paulo Maluf foi surpreendido por uma pergunta baseada no célebre questionário do francês Bernard Pivot:
– Se o céu existe, o que gostaria que Deus lhe dissesse quando você estivesse chegando lá?
– Entra, Maluf – respondeu – você fez muitas coisas lá em baixo e os seus pecadinhos são menores que o salário mínimo do PT…

Assuntos desta notícia


Join the Conversation