Política nacional 09/07/2010

“Não precisa mais. Agora, não precisa mais”.

Presidente Lula, anunciando que desistiu de assistir a final da Copa, na África do Sul.

Devastação maquiada pode derrubar vice do PV
Dirigentes do PV já admitem, em conversas reservadas, discutir a substituição do bilionário Guilherme Leal, dono da indústria de cosméticos Natura e vice da candidata Marina Silva. Esta coluna noticiou na terça (6) que o Ibama investiga suposto crime ambiental em empreendimento de luxo de 80 hectares, da propriedade de Leal, no sul baiano. O Ibama recebeu nova denúncia: áreas devastadas teriam sido “maquiadas” com bromélias para enganar inspeções e fotos áreas.

Pernas curtas
O PV chegou a desmentir a investigação do Ibama, mas era mentira: a ação foi confirmada pelo presidente do órgão, Abelardo Bayma.

Irregularidades
O empreendimento Pontal da Barra do Tijuípe, de Guilherme Leal, fica entre Serra Grande e Itacaré, e nem sequer teria licenças ambientais.

Motosserra
Os opositores da candidatura do ricaço dentro do próprio PV já se referem a ele, de gozação, como “Guilherme motosserra”.

Por qué no te callas?
Diplomatas da Espanha e da Holanda devem estar em gestões, junto ao Itamaraty, pedindo que Lula se cale sobre o final da Copa de 2014.

Com Dilma, Lula poderá…
Se vencer a eleição presidencial, a candidata Dilma, divorciada, não terá, claro, “primeiro-damo”, como o ex-presidente Itamar Franco não teve “primeira-dama”. O cerimonial da Presidência explica que o cargo, associado a benemerência e eventos so-ciais, poderá continuar vago ou ser ocupado por parente do eleito. Se quiser, Dilma poderá nomear a filha ou mesmo Lula, como um “embaixador” de causas humanitárias.

O famoso ‘Lalu’
O jornal Lusaka Times saudou futuros investimentos do Brasil em Zâmbia, chamando o presidente brasileiro de “Mr. Lalu da Silva”.

Reforço
Pelo visto, uma ótima contratação para o Flamengo, nesta temporada, seria o criminalista Marcio Thomaz Bastos.

Vaga no céu
Depois de Lula, só Deus perdoa tanto. A Tanzânia é mais um país africano que deverá ter a dívida de US$ 246 milhões perdoada.

Beque central
Quem quiser se aproximar de Michel Temer (PMDB), vice de Dilma Rousseff (PT) e presidente da Câmara dos Deputados, tem que falar primeiro com Júlio Bono, oficial aposentado da PM paulista.

Encolheu
Diz a Fifa que para “facilitar o transporte de equipes e torcedores”, o Brasil pode ser dividido em quatro partes, na Copa de 2014. Sugestão: zona do agrião, zona morta, zona do impedimento e terra de ninguém.

Nada se cria
Os comitês domiciliares da presidenciável do PV, Marina Silva, copiam uma idéia de Jânio Quadros, implantada há meses pelo candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, e noticiada pela coluna.

ABL, 113
Convalescendo de várias fraturas, o imortal (highlander?) Marcos Vilaça não abre mão: vai presidir a sessão, dia 20, que celebrará os 113 anos de fundação da Academia Brasileira de Letras.

Meu cartão, minha dívida
As classes C e D, engabeladas pelo “comprem, comprem” de Lula, abundância de crédito e desconto de IPI, começam a se endividar com as prestações. Seria a hora de exigir do governo uma “Bolsa-Pendura”.

Casal Justiça
A nova chefe do Ministério Público do DF, procuradora Eunice Amorim Carvalhido, muito admirada entre os colegas, é mulher do ministro Hamilton Carvalhido, do Superior Tribunal de Justiça.

Promessa na rede
O Senado diz que “está trabalhando para corrigir o erro no servidor” de que impede o acesso aos valores de contratos, acessível apenas na rede interna e a jornalistas da Casa. O problema ocorre há semanas. 

Cidade informatizada
O governo aumentou para 3,7 mil o limite de funcionários da estatal de informática Cobra, que é do Banco do Brasil e já se enrolou em licitações. Incluindo concursados, comissionados e cedidos.

Perguntar não espeta
Como o PT vai vender bonecos de Lula, a oposição vai providenciar os alfinetes?

PODER SEM PUDOR

Dinheiro para Q-Suco

João Hemétrio, prefeito de Belo Oriente (MG), inaugurava uma fonte luminosa quando foi abordado por Quito, bêbado conhecido na cidade:
– Sô Jão, me dá um dinheiro pra tomar uma cachaça.
– Estou sem dinheiro agora, Quito.
O bebum retrucou:
– Dinheiro pra mim não tem, mas comprar Q-Suco pra colocar na água o senhor tem, né?
E saiu resmungando, indignado.

 

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