Política nacional 11/07/2010

“Pode ser que apareça algum esperto querendo pegar nosso petróleo”.

Presidente Lula defendendo o reforço da defesa nacional para proteger o pré-sal.

Arruda recorre a amigos para sua manutenção
Apesar de haver protagonizado um dos mais bem documentados escândalos de corrupção da História, o ex-governador José Roberto Arruda tem se queixado da falta de condições financeiras até mesmo para manter a família e pagar contas e empregados. Amigos e ex-auxiliares têm colaborado no pagamento de advogados e até mesmo para a manutenção do ex-governador. Um deles dá R$ 40 mil mensais.

Quase elogio
Equipe de TV, a serviço do tucano José Serra, percorre o Nordeste checando todas as obras do governo Lula. Tem tido muito trabalho.

A vez é dele
Se reeleito, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) sonha presidir o Senado a partir de 2011. Só falta combinar com José Sarney.

Em família
O senador Gilvan Borges (PMDB-AP) trocou o suplente, em sua chapa. Saiu Geovani Borges e entrou Geová Borges. De irmão para irmão.

Não vi, nem ouvi
No governo Lula três rea-ções vão ficar para a História sem livros: “Eu não sabia”, “Assinei, mas não li” e “Não assinei, apenas rubriquei”.

Líder na Câmara
Quem manda agora no Partido Progressista não é executiva ou seu presidente. Quem manda com mão de ferro no PP é o líder na Câmara, deputado João Pizzolatti (PR), discípulo dos ex-deputados José Janene e Pedro Correa (PT), abatidos na crise do mensalão do PT, em 2005. Com a saída de cena do ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, assumiu o controle remoto da diretoria “que fura poço” na Petrobras.

Feudo
João Pizzolatti é ele quem controla também o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), órgão sensível a “pressões” em geral.

Eles primeiro
Lula enviou Medida Provisória ao Congresso extinguindo 45 cargos de assistente de Chancelaria em troca de oito vagas para embaixador.

Otimismo
Avaliação do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT) garante-lhe uma das vagas de senador, nas eleições deste ano.

PB: TRE espera MP…
Empacou no Ministério Público Eleitoral da Paraíba o processo de cassação de Veneziano Vital (PMDB), prefeito de Campina Grande. Há mais de dois meses o TRE aguarda parecer do MPE para julgar o caso.

…para julgar prefeito
O prefeito Veneziano vital foi cassado por abuso de poder e captação ilícita de dinheiro na campanha de 2008. Uma liminar o sustenta no cargo. A principal prova contra ele é um cheque de R$ 50 mil, de uma empresa terceirizada pela prefeitura, na conta de sua campanha.

O preferido
Lula aguarda apenas a aposentadoria de Eros Grau, no Supremo Tribunal Federal, para anunciar seu substituto, que já estaria definido: o ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça.

Cartesianos
Fez a delícia de turistas brasileiros a entrevista de um professor de culinária à tevê em Portugal, ontem. O repórter perguntou se o próximo curso dele seria “de portas abertas” para todo público. A resposta do sisudo chef: “As portas estarão fechadas. Mas é só bater, elas abrem”.

Nas ruas
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) finalmente saiu às ruas, na campanha pela reeleição, após se recuperar de conjuntivite: “o bom da política é isso aqui (estar nas ruas) e não aquela chatice do Senado”.

Demissões na Cultura
O tititi dos blogs petistas é a “demissão por ordem de José Serra”, do diretor de jornalismo da TV Cultura, Gabriel Priolli, e o jornalista Herótodo Barbeiro. Gabriel teria pautado o tema “pedágios” e Babeiro questionou Serra sobre eles no “Roda-Viva”. Assessoria de Serra nega.

O amor é lindo
O homem-sombra do vice de Dilma, Julio Bono, está tão confortável em suas tarefas que se tornou presença obrigatória no cafezinho da Câmara. E virou o verdadeiro porta-voz do presidente Michel Temer.

Tesouro da juventude
O candidato tucano ao governo capixaba, Luiz Paulo Velloso Lucas, diz que buscou “inspiração” no vice de Serra, Índio da Costa, para exibir seu vice, o vereador de primeiro mandato Max da Mata (DEM-ES), 35.

Mascotes
Foi uma Copa de moluscos: o polvo acertou tudo; o lula, errou todas.

PODER SEM PUDOR

Limpeza no Tribunal de Contas

Aluizio Alves assumiu o governo do Rio Grande do Norte em 1961 e encontrou somente adversários no Tribunal de Contas do Estado, criado no final do governo Dinarte Mariz. E a legislação o impedia de demitir os conselheiros adversários, alguns inclusive acusados de irregularidades. Certo dia, o governador recebeu uma solicitação de verba do então presidente do tribunal, Romildo Gurgel, para pintar suas paredes externas. Aluizio escreveu no ofício o seguinte despacho:
– “Defiro o pedido. Já que não posso limpar por dentro, que se limpe por fora”.

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