Política nacional 17/07/2010

“Eu me senti feito de bobo, que é uma sensação terrível”.

Deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre a liquidação de sua candidatura presidencial.

Gravação envolve candidato ao governo do DF
Gravação em vídeo de um dos principais candidatos ao governo do DF pode mudar o curso das próximas eleições.
 Nela, o candidato aparece conversando com um homem que cobra o pagamento de uma fazenda vendida a ele em Goiás por R$ 7 milhões. O candidato pede paciência, cita sua posição privilegiada nas pesquisas, garante que vencerá e três meses após a posse mandará o BRB (Banco de Brasília) pagar a dívida. O vídeo é de deixar chocado até o delator Durval Barbosa.

Relógio-espião
As imagens do candidato-fazendeiro foram feitas pelo seu interlocutor com uma microcâmera instalada em relógio de pulso, do tipo “espião”.

Adiantamento
Outra cena impressionante mostra o candidato-fazendeiro contando um maço de dinheiro, depois entregue ao cobrador como “adiantamento”.

Mercado negro
A gravação do candidato-fazendeiro tem sido exibida a empresários e oferecida pelos supostos credores em troca de R$ 50 milhões.

Nada feito
Os autores exibem a gravação, mas ainda relutam em ceder cópia, até para ser periciada, por isso esta coluna omite os nomes de envolvidos.

Correios cortam…
Há um mês, o diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio Oliveira, foi afastado por elaborar um documento interno apontando as mazelas da operação postal. O Palácio do Planalto concordou com a demissão de Oliveira, mas exigiu da diretoria da ECT providências imediatas para sanar os problemas. Até hoje não vieram. Rolou uma cabeça, mas a empresa continua enrolada na ineficiência.

Mais carteiros
Apesar das queixas, os Correios vão realizar mesmo, em 60 dias, seu aguardado concurso público. São mais de um milhão de inscritos.

Superpoderes
Além de garantir que “Dilma vai ganhar”, Lula também transferiu o Mar Morto, do Oriente Médio para a Europa, num discurso sobre o pré-sal.

Pergunta do biscoito
O presidente Lula é popular porque fala muita besteira, ou fala muita besteira porque é popular?

Fazendo as contas
É irônico que uma revista de economia (a respeitada The Economist) faça as contas do “perdulário” governo Lula: US$ 4 bilhões anuais de ajuda a países pobres, enquanto não cessa a própria pobreza.

Trabalha, secretária
O Tribunal de Contas do DF anulou a pretendida aposentadoria da atual secretária de Saúde, Fabíola Aguiar Nunes, no cargo há dois meses. Ela não tinha o tempo necessário de batente, e foi barrada. 

No calor da comunicação
O “intercâmbio de experiências” do ministro da Propaganda, Franklin Martins, na península ibérica, inclui seu chefe de gabinete, a diretora da EBC, Tereza Cruvinel, e assessora, que ficam três dias em Portugal.

Classificados
Para erguer o novo Estádio Mané Garrincha, em Brasília, sub-sede da Copa de 2014, o consórcio ganhador procura um engenheiro tocador de obras, com experiência em construções gigantescas. Está difícil.

Campanha pornô
Na campanha para o governo do Amazonas, que promete ser mais suja que pau de galinheiro, equipes de tevê já reúnem material com acusações a políticos por assédio sexual, sodomia e até pedofilia.

Por que não te calas?
Lula, para quem “a Europa não tem petróleo no mar”, pagou um mico para a Petrobras com a Noruega, que emprestou US$ 1 bilhão, mês passado, para financiar sondas de perfuração e aluguel de plataformas. A No-ruega, como se sabe, deve o “PIBão” à exploração… de petróleo.

Brizola se revira
Causou constrangimento ao PDT a indicação de Wilmar Lacerda (PT) para ser o primeiro suplente na chapa de Cristovam Buarque (PDT) para o Senado. Lacerda é personagem do escândalo do mensalão.

Sarney e Alfonsín
José Sarney vai rever segunda-feira, no Uruguai, o deputado Ricardo Alfonsín, filho do amigo Raúl Alfonsín, falecido ex-presidente argentino. Alfonsín e Sarney foram os presidentes da redemocratização, lá e cá.

Consulte a meteorologia
O comício da candidata Dilma no Rio foi marcado pelo auge de uma frente fria, com chuva. Ops, pelo anúncio de pé-frio se aproximando…

PODER SEM PUDOR

Ilustres desconhecidos
O Correio Aéreo Nacional, que antecedeu os Correios, já era ruim de encomenda: em carta ao diretor-geral, o então presidente Jânio Quadros recomendou “maior interesse no serviço”. É que cartas para ele e para Oscar Niemeyer, que projetou Brasília, foram devolvidas pelos agentes com o carimbo “endereço desconhecido”.

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