Política nacional 24/07/2010

“Isso é usado como um belzebu”.

José Serra, candidato do PSDB, negando que pretenda promover novas privatizações.

Guinada à direita é a nova estratégia de Serra
Pesquisas qualitativas do PSDB mostraram que há um espaço para crescimento do candidato José Serra junto a setores conservadores, pouco motivados para a campanha. Isso levou seu comando a uma “guinada à direita”, lembrando, por exemplo, os vínculos do PT com os narcoguerrilheiros das Farc, terroristas que tenta derrubar governos da Colômbia, que é a mais antiga e estável democracia do continente.

Caso pensado
As criticas de Índio da Costa não foram repentinas, nem produto de sua inexperiência política, mas cuidadosamente definidas pela campanha.

Ele não queria
José Serra foi quem mais resistiu à ideologização da campanha e à guina conservadora, mas se rendeu às pesquisas e aos marqueteiros.

Mobilização
Além de garantir votos anti-petistas (um quarto do total), o PSDB quer motivar esse eleitorado a se engajar na campanha de Serra.

Pensando bem…
…é preço de liquidação os R$ 40 mil de indenização que o PT pede a Indio da Costa por “difamação”.

Paternidade
Dinheiro o vice José Alencar terá de sobra para contemplar herdeiros, incluindo Rosemary Morais Gomes da Silva, 55, que a Justiça o obrigou a reconhecer como filha. A professora de Caratinga ainda vive na penúria, mas não perde por esperar: circula nos meios empresariais a informação de que seu pai, rico industrial, estaria para receber este ano um jato zero, de US$ 48 milhões, para substituir seu Citation Excel.

Mais uma
A sentença contra José Alencar, na investigação de paternidade, que foi notícia ontem nos jornalões, saiu primeiro nesta coluna, quinta (22).

Mancha desnecessária
Figura admirada até pela comovente luta contra o câncer, José Alencar poderia ter poupado sua biografia da triste repulsa à própria filha.

Apenas dinheiro
Amigos de José Alencar atribuem as manobras protelató-rias, para não reconhecer a filha, a interesses pela herança bilionária que deixará.

Mão-de-vaca
O filho de José Alencar, Josué, um pão-duro, certa vez causou espanto no restaurante Gero, São Paulo. Após almoço frugal com um cliente americano, avisou em inglês perfeito: “Minha parte é 115 dólares”.

Lula desafia a Justiça
Desta vez nem precisou disfarçar colocando na agenda “compromisso privado”. Tal como aconteceu no comício no Rio, o presidente Lula mais uma vez usou a FAB para “dar uma força” à sua candidata, Dilma Rousseff, em comício, ontem, em Garanhuns, terra natal dele.

Abuso ignorado
Lula usou o Airbus “Air Force 51 (ou Aerolula)” da FAB para ir ontem ao comício de Dilma, sem contar dezenas de assessores, seguranças e aspones. E mais uma vez a Justiça Eleitoral e a oposição nada viram.

Me aguardem
Lula vai à Venezuela dia 6, “mediar” o conflito com a Colômbia. É desculpa para fugir da posse, dia 7, de Juan Manuel Santos, sucessor de Uribe. O uruguaio José Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro, vai.

Sem credibilidade
O governo Lula não tem credibilidade para mediar a crise, porque, como a Venezuela, mantém relações com a narcoguerrilha das Farc. Até acolheu um “embaixador” dos bandidos, o ex-padre Medina.

Cascata
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse ontem que o técnico Murici Ramalho “sempre foi” sua primeira opção para a Seleção. Não é verdade. O nome era Mano Menezes, como Teixeira deixou claro na reunião, ainda em Joanesburgo, em que decidiu demitir Dunga.

Barraco federal
Deu-se um grande barraco durante uma “incerta” do presidente da Infraero, Murilo Marques, nas obras em curso no aeroporto de Brasília. Barraco, aliás, simboliza o estágio da conserva-ção daquele aeroporto.

‘Agúia’ de Haia
Em meio à polêmica da ligação PT-Farc, Lula, que não sofreu um arranhão na ditadura, chamou de “heróis” os guerrilheiros Carlos Marighella e Gregório Bezerra, ao receber uma medalha na Bahia.

Pergunta secreta
Você daria sua senha de computador para seu colega “roubar”?

PODER SEM PUDOR

Salário de morte

Com os salários dos servidores atrasados há quatro meses, um funcionário foi à prefeitura de Prata (PB) saber se havia alguma boa notícia. Encontrou dois vereadores na entrada do prédio e um deles foi logo avisando:
– Salário, aqui, é como a morte: a gente tem certeza que vem, mas não sabe o dia…
– É pior do que a morte – discordou o outro, Felizardo Moura – A morte a gente sabe que vem, mas podemos morrer sem receber esses salários…

Assuntos desta notícia


Join the Conversation