Política nacional 30/07/2010

“Quem não deve não teme e presta contas”.

Marcus Vinicius Furtado Coelho, secretário-geral da OAB, sobre o portal Ficha Limpa.

Correios na expectativa de documento-bomba
Funcionários e sindicalistas ligados aos Correios estão na ex-pectativa do conteúdo de uma carta de 14 páginas de nunciando supostas “falcatruas” do ex-presidente da estatal Carlos Henrique Custódio, demitido pelo presidente Lula quarta-feira (28). O documento é atribuído ao diretor de Recursos Humanos da Pedro Magalhães e seria divulgado caso ele fosse demitido, o que de fato ocorreu.

Perseguições
Adversários acusam Carlos Henrique Custódio de montar um “regime de terror” para perseguir desafetos como o ex-diretor Pedro Magalhães.
 
Vôo próprio
Indicado pelo Helio Costa, Pedro Magalhães logo se afastou do ex-ministro das Comunicações. Sua demissão foi comemorada em Minas.

O crime compensa
Candidatos acumulam rejeição com carros de som a toda altura, sem que o TRE os incomode. O crime eleitoral continua compensando.

Alô, Anatel
É tão ruim o serviço da TIM no Nordeste que até pode ser enquadrada como propaganda enganosa sua suposta “cobertura nacional”.

Presidente de estatal
O governo está às voltas com “fato inusitado”: o engenheiro elétrico alemão Eduardo Weichselbaumer, 56, que presidia o Centro de Excelência de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), criado em 2009, pediu as contas sem mais aquela e saiu do país. Egresso do Vale do Silício (EUA), foi empossado por Lula com a missão de projetar e fabricar semicondutores, vitais para o desenvolvimento econômico.

Boi na linha
Sediada em Porto Alegre (RS), com capital social de R$ 42 milhões, o primeiro êxito da Ceitec foi o chip de rastreamento do rebanho bovino.

Sem chip
O Ministério da Ciência e Tecnologia nomeou, proviso-riamente, o diretor Roberto de Andrade no lugar do “irrastreável” Weichselbaumer.

Santo pororoca
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) está um santo no twitter. Com mensagens de paz e amor, nem parece o trovejante amazônico. 

Combinado simples
A agenda de Lula ontem, que começou às 8h, registrou “compromisso privado” às 20h. Era o comício de Dilma Rousseff no estádio Gigantinho, na capital gaúcha, para onde se deslocou por nossa conta.

O rei estava nu
Treze relatórios do ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio Oliveira foram decisivos na demissão do seu algoz, Carlos Henrique Custódio, da chefia da estatal. O papelório deixou o rei nu.

Velhos amigos
O novo presidente dos Correios, David José de Mattos, trabalhou na Eletrobrás ao lado de sua madrinha, ministra Erenice Guerra (Casa Civil), e do deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), a quem se ligou.

Pernas curtas
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) anunciou em coletiva que a doação à Palestina de US$ 25 milhões extraídos do nosso bolso seria feita através da ONU. Lorota. Não é o que diz o decreto

Literata piu-piu
Após dizer num vídeo que “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, fala “da saída das pessoas do Nordeste pro Brasil” (sic), Dilma errou no Twitter o famoso verso do poeta gaúcho Mário Quintana: não é “eles passarão e nós passarinhos!”, mas “eles passarão. Eu passarinho”.

Incompetência
É tão critica em Guarulhos (SP) quanto em Manaus a si-tuação dos respectivos aeroportos, com o excesso de cargas e de incompetência da Infraero, cuja estrutura sofrível não atende a demanda, gerando atrasos e prejuízos. As cargas são amontoadas nas pistas.

Estatuto do torcedor
Lula acha “avacalhação” desrespeitar as leis dos países, negando-se a apelar contra a morte a pedradas de uma “adúltera” no Irã, mas se meteu no afastamento do “chapeleiro” Manuel Zelaya, em Honduras, e chamou de “briga de torcida” a revolta sangrenta da oposição ira-niana.

Animais racionais
Recepção de um sargento do Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília, ontem cedo, a alistados que mais pareciam seres catalogados pelo Ibama: “Quem tiver prego na língua, brinco na orelha e parafuso no nariz arranca tudo. São todos iguais, estão aqui para servir à Pátria”.

Pergunta no estádio
Se Dilma agora, segundo Lula, é “a mãe dos brasileiros”, ela também é a coitada da mãe do juiz?

PODER SEM PUDOR

Ordem no plenário

Proclamada a derrota de mais uma tentativa de aprovar benesses para vereadores, vários senadores pediram a palavra ao mesmo tempo. Em meio à confusão e gritaria, o presidente da sessão, então senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO), encerrou a sessão com um sorridente:
– Com a palavra o senador Romeu Tuma, pela ordem.
A risada foi geral.

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