Política nacional 31/07/2010

“O comportamento, travesti, de esquerda, do FHC, me iludiu”.

Roberto Requião, ex-governador do Paraná, sobre o jantar de Ronaldo com Serra e FH.

Correios: saída do ex-presidente foi humilhante
A saída de Carlos Henrique Custódio da Empresa de Correios e Telégrafos foi marcada pela humilhação. Nem se quer o avisaram quem seria o substituto. Ele ainda ocupava sua mesa de trabalho quando soube que o novo presidente, David José de Mattos, por ordem da ministra Erenice Guerra (Casa Civil), aguardava em uma sala que ele, digamos, “desocupasse a moita”. Trocaram um gélido aperto de mãos.

De quem?
Carlos Custódio inventou um factóide na Presidência só para agradar Lula, mas sua demissão já estava decidida. Queixou-se de “traição”.

Você já sabia
Esta coluna noticia há meses a deterioração dos serviços dos Correios. Em 10 de junho revelou que Lula decidira demitir Carlos Custódio.

Celebração
Aliviados com fim da “era policial” de Custódio nos Cor-reios, carteiros e sindicalistas se abraçavam como num dia de conquista de título.

Homem-bomba
O “homem-bomba” Pedro Magalhães desconversa sobre supostas “falcatruas” do ex-presidente da ECT. Deve ter levado uma prensa.

Abortada manifestação
Uma “marcha em homenagem a Rudolf Hess”, programada para o dia 14, em São Paulo, foi cancelada ontem pelos organizadores antes que a Polícia Federal os metesse na cadeia. O objetivo era lembrar os 23 anos da morte do político nazista, braço direito de Adolf Hitler que o ajudou a escrever o livro “Mein Kampf”. A ousada marcha, proibida por lei, começaria no prédio do Masp e seguiria até a praça Oswaldo Cruz.

Aleluia, irmão
O Conselho de Igrejas e Pastores Evangélicos, que reúne mais de um milhão de fiéis, resolveu apoiar Agnelo Queiroz (PT) ao governo do DF.

Água mole em pedra dura…
Contaram a José Serra que mineiro adora frases de efeito, por isso o candidato tucano abusou delas na visita a Minas Gerais, ontem.

Cavalheirismo
Simpático com o mulherio, Itamar Franco se ofereceu ontem em BH para segurar o gravador de uma repórter, poupando-a de tanto esforço.

Neo-mineiro
O desempenho de Dilma Rousseff (PT), que passou e abriu vantagem, levou José Serra (PSDB) a Minas pela terceira vez em dez dias. Aécio Neves brincou consigo mesmo: “Ele tem vindo mais aqui do que eu…”

O Ciro de Serra
Repetindo Ciro Gomes, que declarou apoio a Dilma Rousseff após atacá-la, o confuso ex-presidente Itamar Franco (PPS) anunciou ontem apoio a José Serra, após desancar o candidato tucano a presidente.

Olhos nos olhos
A reunião em que Itamar Franco foi “convencido” a apoiar José Serra ocorreu no último andar de um edifício modernoso onde mora o ex-governador de Minas, Aécio Neves, no bairro Anchieta, em BH.

Vim aqui para confundir
Itamar continua com a mente tortuosa de sempre. Indagado sobre sua mudança de atitude em relação a José Serra, respondeu: “Em política, quando você não pode falar mal de alguém, você não fala bem”. Hum..

Solidariedade bandida
O Ministério das Relações Exteriores segue fazendo bobagens. Agora vai doar 500 mil dólares a “refugiados colombianos” no Equador. Na verdade, narcoterroristas das Farc abrigados em território equatoriano.

Loja de louças
Dois oficiais brasileiros de alta patente participam em Spiez, Suíça, do 12º Curso de Direito Internacional de Conflitos Armados. Na verdade, quem deveria estar lá, aprendendo calado, era o presidente Lula.

Rolando Lero
A visita de Lula ontem (com Dilma) ao Rio Grande do Sul foi a soma do nada com coisa nenhuma: inauguração de edital de obra de estrada, ordem de começar outra e empréstimo à prefeitura, próprio de gerente de banco. E chamou de “Gasênio”, a Usina do Gasômetro.

Detalhes tão pequenos
No comício do Gigantinho, em Porto Alegre, Lula, “fora do horário de expediente”, usava o broche com a bandeira do Brasil, que esqueceu no primeiro encontro oficial com o ex-presidente George W. Bush.

Véspera de sábado
O presidente de “8h às 18h” terminou o dia ontem às 15h25. Lula agora inaugura até placa de encontro, desta vez com uruguaio José Mujica.

PODER SEM PUDOR

A voz das urnas

Rubem Berardo disputava com Sérgio Magalhães a candidatura pelo PTB ao governo do Rio de Janeiro, contra Carlos Lacerda. Na convenção, ele tentava falar, mas as vaias não deixavam. Gritou:
– Não adiantam essas vaias! Ninguém calarão (sic) minha voz!
Os votos calaram a candidatura dele.

Assuntos desta notícia


Join the Conversation