Bandos soltos

Não deveria ser assim, mas infelizmente é. A polícia terá que redobrar ou triplicar seu trabalho nesses dias de Expoacre para prevenir e combater a ação de quadrilhas prontas para atacar e saquear.

Ontem mesmo, antes de começar o evento, os veículos de comunicação já divulgaram o seqüestro de um empresário, vindo de outro estado para fazer negócios, que caiu nas mãos de um bando. Por várias horas, foi humilhado, espancando e teve o carro roubado.

Empresários de outros estados e mesmo de países vizinhos virão para o evento e são eles os alvos preferidos desses bandos que estão à solta na cidade, dispostos a tudo.

Entende-se que assaltos são ocorrências difíceis para a polícia prevenir. Contudo, nesses casos, é preciso que entre em ação o serviço de inteligência para identificar essas quadrilhas, rastreá-las, analisar seu modo de agir, fiscalizar as entradas da cidade e, sobretudo, reforçar o policiamento em torno dos hotéis.

É ilusão imaginar que o Estado é um oásis de tranqüilidade, subestimar ou escamotear os índices de cri-minalidade. O problema existe, precisa ser encarado de frente, para que não se repitam tragédias, como se assistiu há duas semanas como uma assessora parlamentar, seqüestrada e assassinada dentro de sua casa.

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