Fogo zero?

O verão amazônico mal começou e já podemos perceber em vários pontos da cidade focos de incêndios. No período de estiagem, com o clima seco e as temperaturas baixas a probabilidade de pequenas queimadas atingirem grandes proporções é muito alta. Uma ponta de cigarro acesa pode provocar um incêndio.

As chamas provocadas por um incêndio em uma área de floresta próximo à AABB anteontem assustou quem passava pela Avenida Ceará. Os bombeiros tiveram dificuldade para controlar as labaredas que com a ajuda do vento se alastrou rapidamente. Por muito pouco o fogo não atingiu residências e postes de energia elétrica, causando uma tragédia sem precedentes.

Ainda estamos no mês de julho, isto significa que até setembro, vamos ter que conviver com incêndios deste tipo e fumaça, muita fumaça transformando o ar irrespirável. O hábito de queimar quintais, lixo, folhas secas, não acabou. Do mesmo modo, os produtores ainda precisam queimar para limpar o solo e deixá-lo fértil para o plantio.

Sim, é necessário elaborar programas de conscientização mais eficientes, mas também é preciso oferecer alternativas viáveis aos produtores a curto prazo. Ou então, seremos obrigados a ver as nossas florestas serem consumidas pelas chamas de forma irreversível. É difícil enxergar 2011, com fogo zero como querem alguns. 

 

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