Sem medo da ZPE

Com a assinatura pelo presidente Lula do decreto de criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o Acre entra na fase mais importante do seu desenvolvimento que se quer sustentável. Até agora, pouco ainda se fez para garantir a tão decantada sustentabilidade.

Com a industrialização de seus produtos e a exportação, facilitadas pelos incentivos fiscais que este tipo de projeto garante, é de esperar que este Estado recupere um atraso de séculos para entrar nos mercados nacional e internacional.

E não é preciso ter medo desse processo. Desde que se obedeçam às leis ambientais, haja inteligência para identificar os produtos com valor de mercado, o Estado só tem a ganhar com a exploração racional de suas riquezas naturais, gerando empregos e renda para sua população.

Pode-se até fazer algumas ressalvas a outras zonas francas de proces-samento e exportação, como a de Ma-naus. Contudo, não se pode ignorar a transformação que produziu no estado vizinho, contribuindo inclusive para a preservação de sua floresta.

Não há motivos para ter medo da industrialização. O que se deve temer e combater é a miséria. Desta sim não se pode esperar nada.

 

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