Dunga fecha último treino antes de pegar a Holanda

Mais uma vez impedido de fazer o reconhecimento do gramado na Copa do Mundo, o técnico Dunga teve pelo menos duas boas notícias ontem, na primeira atividade da seleção brasileira em Porto Elizabeth, que receberá a partida contra a Holanda.
Luiz-Fabiano
Sob forte vento da cidade litorânea, o volante Felipe Melo e o meia Júlio Baptista participaram do início da atividade, mas o comandante optou por fechar os portões da Nelson Mandela Metropolitan University.

A dupla de meio-campistas está cada vez mais próxima de receber o aval para ficar à disposição de Dunga para a partida contra a Holanda. Em recuperação de uma pancada no tornozelo esquerdo desde a partida contra Portugal, Felipe Melo treinou bem também na quarta e deve ser liberado.

Na atividade secreta, assim que os jornalistas saíram, Dunga ensaiou cobranças de pênalti. A Holanda fez o mesmo na quarta-feira, também com portões fechados. O último confronto entre as seleções em uma Copa do Mundo, em 1998, foi decidido através das penalidades – o atual técnico da seleção brasileira converteu a sua cobrança.

Um grupo de torcedores até conseguiu furar a segurança e chegar perto do gramado, mas logo foi retirado do local pelos funcionários da universidade.

Dunga ironiza Cruyff e rebate críticas de Lahm
Dunga aproveitou ontem para rebater críticas, desta vez de Johan Cruyff e Phillipp Lahm. As provocações do ex-jogador holandês em relação ao desempenho da seleção brasileira irritaram o treinador canarinho. Depois de ouvir o ex-atleta afirmar que não pagaria para assistir a um jogo do Brasil, o comandante da equipe verde e amarela ironizou o ídolo adversário.

“Ele deve ter ingresso de graça da Fifa, por isso não paga. Ele tem bastante partida para escolher e cada um opta pela que quiser”, comentou o técnico, um dia antes de colocar o Brasil em campo para enfrentar a Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo.

Dunga até mostrou bom humor ao falar se colocaria a mão no bolso para ver um jogo desta Copa do Mundo. “Sou pão duro, vejo pela TV”, brincou, para completar. “Vale a pena assistir, porque há jogadores de qualidade em todos os países. É um espetáculo único que acontece de quatro em quatro anos, e boa parte do mundo fica ligada. Eu pagaria”.

O treinador da seleção brasileira também não deixou o alemão Phillipp Lahm sem resposta, depois que o atleta afirmou que os sul-americanos “não sabem perder”. Ainda incomodado com as pancadas sofridas por Elano, Felipe Melo e Júlio Baptista, o ex-volante reclamou da violência dos adversários.
“Isso é estranho, porque não acho que os sul-americanos sejam nervosos, até tenho três jogadores na enfermaria por faltas que aconteceram no jogo. Na Copa do Mundo, é normal ter tensão das duas partes”, finalizou.

 

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