Muita confusão e agressão em “amistoso” entre Rio Branco FC e Bolivar

O que era para ser uma grande festa, no amistoso de preparação do Rio Branco FC para a série C, contra o Bolivar, da Bolívia, na noite de sábado, no estádio Arena da Floresta, acabou se tornando em uma grande confusão e uma agressão contra o árbitro do jogo, Ronne Casas. O lado positivo é que a equipe acreana conseguiu a vitória por 2 a 0 e demonstrou estar preparada para a competição nacional.
Rio-e-Bolivar
Diferente do fraco Puerto Maldonado, equipe amadora peruana, o Bolivar demonstrou um padrão que exigiu bem mais do Rio Branco FC. Veloz nos contra-ataques e chutes de fora da área, foram as principais marcas do Bolivar, além de uma marcação implacável. Mesmo assim a equipe acreana soube trabalhar de lado a lado a bola, explorar a velocidade de seus jogadores e a qualidade técnica de outros. “Precisávamos de um adversário destes para dar confiança para entrar na série C”, ressaltou o técnico Tarcísio Pugliese.

Na primeira etapa o jogo foi paralisado aos 42 minutos e na segunda etapa foi finalizado com apenas 44 minutos, após o zagueiro Iturrande ser expulso e aplicar um soco no árbitro. Ronne tentou evitar o confronto, no entanto para evitar novos golpes acabou revidando e por muito pouco não foi agredido pelo goleiro Alex Da Rosa, se não fosse a intervenção policial.

Os dois gols foram anotados aos 35 minutos iniciais, com Juliano César, aproveitando jogada individual de Testinha, e aos 42 minutos finais, com Rafael escorando cruzamento de Ley. Expulsos foram Zé Marcos, Serginho pelo Rio Branco, além de Rivera, Parada e Iturrande pelo Bolivar.

1ª confusão – O volante entrou forte em Aldon, sendo imediatamente expulso pelo árbitro Ronne Casas, isso aos 38 minutos. O técnico Tarcísio

 ameaçou colocar um jogador no lugar do volante, no entanto o técnico Nestor Clauzen não aceitou, chegando a ameaçar paralisar o jogo. Muita conversa e muita insistência de colocar Serginho, o Bolivar se retirou para o vestiário, iniciando então uma negociação entre os dirigentes, o secretário de Esportes, Cassiano Marques, e o presidente do Rio Branco, Natal Xavier, isso aos 42 minutos.

Sob muitas vaias dos torcedores presentes no Arena da Floresta, o amistoso ficou paralisado vários minutos até que o locutor oficial do estádio anunciou que o jogo retornaria em momentos. A paralisação durou exatos 30 minutos e no retorno das duas equipes um misto entre vaias e aplausos.

2ª confusão – Mal havia reiniciado o jogo, sendo prometido acrescentar os minutos que restavam no final do amistoso (o que se comprovaria como enganosa), Serginho, que tanto o técnico Tarcísio houvera insistido para entrar, trocou animosidades com Rivera, sendo ambos expulsos pelo árbitro. O jogador acreano precisou ser seguro pelos colegas para não ir tirar satisfações com Ronne.

3ª confusão – Primeiro Parada, do Bolivar, fez falta forte, recebendo o segundo cartão amarelo, também indo para o chuveiro mais cedo, com 41 minutos finais. No minuto seguinte o Estrelão fez o segundo gol, elevando ainda mais os ânimos. Dois minutos após, o zagueiro Iturrande entrou por trás em Ley, recebendo vermelho imediato. O jogador não aceitou e partiu para cima do árbitro, chegando a desferir vários golpes, sendo revidado por Ronne, sem perceber que o goleiro boliviano corria para tentar agredir também, quando a polícia entrou em campo, detento o zagueiro “boxista”.

Gols – O resultado acabou sendo justo pelo que as duas equipes apresentaram em campo. O primeiro gol surgiu em jogada individual de Testinha na lateral direita de campo. Após levar até a linha de fundo, esperou a corrida de Juliano César por trás da marcação para tocar na medida para o atacante do Estrelão entrar de carrinho e mexer no placar: 1×0, isso aos 35 minutos da etapa inicial.

Todos acreditavam que o placar de 1 a 0 já definia o resultado final quando, aos 44 minutos da segunda etapa, Ley cobrou falta no segundo pau e Rafael escorou de cabeça, pegando de surpresa o goleiro do Bolivar, ampliando a vitória para 2 a 0.

 

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