Campanha alerta sobre importância da prevenção contra as hepatites

Ontem, 28, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e do Programa Estadual de Combate às Hepatites Virais, realizaram uma campanha de esclarecimento na escadaria do Palácio das Secretarias. Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial até doença fulminante e fatal.
Hepatite-b
Existem vários tipos, mas a principal preocupação é com a Hepatite tipo B, devido sua grande incidência, média geral de 64% dos casos diagnosticados. O Ministério da Saúde estima que no Brasil pelo menos 15% da população já esteve em contato com o vírus e que um 1% desenvolveu doenças crônicas relacionadas.

O Acre é apontado pelo MS como o Estado de maior incidência com 92,0 casos para cada 100.000 habitantes. Em Rio Branco, o índice é de 93,5/100.00. Destes, apenas 7% seriam apurados de forma oficial, e o restante através de sub-notificações.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Combate às Hepatites Virais, Mônica de Abreu Moraes, nos pacientes com Hepatite B as complicações começam a aparecer entre 10 e 20 anos do aparecimento do vírus. Na hepatite Delta, o impacto do vírus no organismo é bem mais rápido, entre 6 a 10 anos.

Por isso, segundo Mônica, é tão importante o diagnóstico no início da doença. Quanto mais cedo o paciente começar a tratar, mais chance tem de evitar complicações tipo cirose e câncer de fígado, dentre outras.

A programação contou com distribuição de panfletos educativos, vacinação e coleta de amostras para possíveis diagnósticos. “A meta é sensibilizar a população sobre a importância da prevenção”, disse o secretário municipal de Saúde, Pascal Khalil.

Pascal informou também, que a vacina está à disposição da população nos postos e centros de Saúde. Basta procurar a unidade mais próxima de casa e fazer a imunização. A população participou ativamente da campanha, principalmente a procura da vacina.

Os resultados das amostras colhidas durante a campanha saem em 30 dias. Em caso positivo, o paciente tem a garantia de fornecimento gratuito da medicação pelo Governo Federal.

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