Conteúdo da conversa entre Andriola e negociadores pode ser revelada

O conteúdo do diálogo entre Gleisson da Silva Andriola, o “Carioca”, 25, e os negociadores do resgate frustrado da assessora parlamentar Ana Eunice Moreira Lima, morta a golpes de faca no último dia 11, pode ser revelado. A quebra do sigilo telefônico está sendo solicitada à Justiça pelo advogado do presidiário, Armisson Lee Linhares.
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Segundo ele, Andriola não tinha intenção de matar a assessora, mudando de idéia após uma discussão com um dos negociadores. Muitas pessoas mantiveram contato telefônico com o presidiário no dia do crime, mas a defesa tem particular interesse pelos diálogos mantidos com o comandante da Polícia Militar, coronel Romário Célio.

O advogado decidiu pelo pedido da quebra do sigilo telefônico após uma conversa de uma hora com Andriola, que se encontra preso na Unidade Penitenciária de Regime Fechado 2 – antigo Antônio Amaro Alves. Ele disse ao advogado que só matou porque se sentiu ameaçado e coagido.

Pela versão apresentada pelo presidiário à defesa, a discussão com um dos negociadores foi a motivação para o crime. “Houve uma discussão que desencadeou a fúria, nós precisamos saber o conteúdo desse diálogo”, observa Lee. Ele pretende pedir ainda a reconstituição do crime e a transferência de Andriola para o município de Cruzeiro do Sul, logo após a realização do julgamento.

O advogado demonstrou ainda preocupação com a integridade física e moral do presidiário, que está jurado de morte pela população carcerária. “O presídio Antônio Amaro tem fama de esquadrão da morte, desde já eu alerto, se matarem ele a responsabilidade será toda do Estado, que não garantiu sua segurança”, advertiu.

TRANSFERÊNCIA – Por telefone, o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC), Leonardo Carvalho das Neves, informou que Andriola continua sob isolamento, como medida de proteção. De acordo com Leonardo, a transferência do réu para um presídio federal fora do Estado não está descartada, mas isso só irá acontecer caso haja uma necessidade real. Seria uma espécie de última medida de segurança. 

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