Expoacre é aberta com grande público na Cavalgada e expectativa de negócios

Música, cultura, animais, rodeios, leilões, indústria, oportunidade e negócios! Como é possível juntar tudo isso com sucesso. A resposta tem uma palavra: Expoacre. A edição deste ano da Feira Agrope-cuária do Acre – que começou a partir de ontem e vai até 1º de agosto, próximo domingo – definitivamente veio para romper com a fama de ‘festival só de pecuaristas’ e consolidar a projeção de festa para todos os setores.
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Já com o título de maior ‘feira de negócios do Estado’, a Expoacre vem com tudo para sacramentar sua pluralidade de gêneros, de metas e, acima de tudo, de evento oportuno às grandes vendas. De acordo com Dudé Lima, organizador da feira, foram arrecadados cerca de R$ 57 milhões na edição de 2009. Neste ano, espera-se valor próximo (ou até superior) a tal montante, já que foi mantida mesma estrutura base, com mais novidades.

E se ainda havia dúvidas de que isso não pudesse tornar-se real, certamente a abertura de ontem, com a famosa Cavalgada, tratou de liquidar qualquer incerteza. Reunindo um público de quase 10 mil pessoas, a tradicional caminhada (tida, já, como megaevento dentro de outro) da Gameleira até o Parque de Exposições Marechal Castelo Branco deu todos os indícios da animação que reinará sobre os outros oito dias de Expoacre.

Só de público, o organizador Dudé Lima conta que, no total, espera-se mais de 180 mil pessoas (20 mil por dia). Parece uma estimativa ousada, mas nem tanto diante da série de atrações para feira (desde megashows até casamento coletivo) e da liberação gratuita da entrada de público, como já vinha ocorrendo em anos anteriores. Diante de tamanha demanda, mais de 2,5 mil comerciantes devem pôr seus produtos e serviços à mostra.

Para assegurar que tudo saia bem, aí vão alguns ingredientes desta receita de sucesso:

Novidades – Não existe Expoacre se não houver novidades. Por isso, o Governo e seus parceiros trataram de inovar várias atrações para surpreender o público. Dentre elas, destaca-se a nova área de 1.800m2 para o Programa Floresta Digital (que tem sinal de cobertura para todo o parque), o balão gigante de 24 m de altura para fazer passeios com visitantes e vôos promo-cionais (outdoor aéreo), o espaço de 800m2 para o Turismo (1º Salão do Turismo do Acre: sedia palestras e mostra rotas locais), participação presencial de pontos dos bancos do Brasil/BB, Caixa/CEF e da Amazônia (que concedem créditos diferenciados para custeio de equipamentos, materiais, etc), entre muitas outras coisas.

Restaurantes – Para quem não perde a chance de saciar a fome com bom jantar após os passeios, com certeza não se decepcionará com os restaurantes e lanchonetes na feira. Entre fixos e ambulantes, serão quase 200 pontos de muitos pratos e comidas (culinária acreana, fast food, churrascos, peixes, pipocas, churros, salgados, etc). E o melhor é que todos têm garantia de que seguem  regras básicas de higiene no preparo de alimentos, já que para estar na feira tiveram de passar por inspeção completa da Vigilância Sanitária.

Limpeza – Sediar espetáculos e firmar grandes negócios exige um lugar impecável na limpeza. Atenta a isso, a organização da feira fez parcerias com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e de Meio Ambiente (Semeia), para fazer faxinas gerais no parque até o final da festa e conscientizar os expositores (em especial restaurantes) sobre a importância de não poluir e de saber quais os melhores destinos dar para o lixo – parte de um projeto pioneiro da Semeia para reciclagem e Coleta seletiva na Expoacre.

Parque de exposições – A estrutura que serve de palco para a Expoacre é outra prova do esforço que é feito pela organização para que tudo dê certo. A área total do parque é superior a 60 mil m2 e conta com Arena de Shows/Rodeios, espaço industrial, artesanal, área de concessionárias, cabines para redes de rádio e TV, administração, corredores de circulação, tatersal, pistas de desfiles, estábulos e baías, stands de produtos e serviços, pátio de brinquedos, áreas menores de shows musicais, além de amplo estacionamento.

Para preparar tudo isso, Dudé Lima diz que é preciso cerca de 30 dias de trabalho. Neste processo, emprega-se de 50 a 200 operários por dia, fora provisórios de empresas. Ainda sobre estrutura, ele assegura que os espaços estarão mais bem organizados neste ano.

Segurança – Nenhuma grande festa se faz sem uma boa segurança. Para fortalecer este ponto, Nena Mubárac, integrante da organização, garante que foram adotadas todas as medidas necessárias para o bem e para a maior comodidade aos visitantes. Tal esquema envolve Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Ciatran, Detran, Juizado de Trânsito, Bombeiros e até o Samu (com postos de saúde e de farmácia fixos).

Do lado de fora, foi montando um plano com policiais em áreas estratégicas, blitzen nas ruas de caminho e em outros pontos da cidade. Já internamente foi montada a delegacia digital para registro de ocorrências (inclusive com BO; novidade), agentes infiltrados da PC entre o público, apresentação do S.I.G.O, além do grande número de guardas da PM para garantir a ordem no parque (ao todo, mais de 500 PMs e PCs atuarão em conjunto). Outro reforço virá da prefeitura para evitar exploração infantil na feira (70 assistentes).

O próximo desafio – Conforme Dudé Lima, após consolidar o projeto de se estender a todos os ramos da sociedade acreana, o grande desafio da Expoacre nos próximos anos será ampliar a sua estrutura física, a fim de atender estas demandas que foram atraídas nesta última década. Segundo ele, a futura organização da feira precisará achar meios de aumentar os espaços, tendo em vista que cada novo setor agregado ao evento traz novas demandas específicas (e que precisam de áreas próprias) para se somar com as atuais. “A Expoacre cresceu bastante de 2007 pra cá,mas também deixou sua cota de demandas reprimidas. Para que ela continue em expansão e com novidades, será preciso atender estas demandas deixadas de lado com mais áreas físicas no parque”, completa Dudé.

Vendas de artesanatos conquistam o seu lugar
Expoacre-cavalgada2O artesanato é outra prova real de que os pequenos vendedores também têm sua vez na Expoacre. Trazidos há poucos anos, os artesões foram conquistando o seu lugar na feira. Para esta edição, eles ganharam um grande espaço circular quase no centro do parque de exposições e com 50 stands, para atingir recordes de vendas. Neste lugar, acontece a 3º Feira Estadual de Artesanato, reunindo 160 artesões de todos os 22 municípios acreanos.

Conforme o organizador Dudé Lima, este ano será a consolidação dos artesões devido à maior visibilidade da área e o atrativo turístico (maiores compradores) que a feira ganha anualmente. “Eles seguem perfeitamente o lado comercial da Expoacre”, comenta Dudé. E não é para menos! Com inúmeras variedades, riqueza de detalhes da cultura acreana e criatividade, eles expõem verdadeiras obras de arte para fazer a decoração de qualquer ambiente, de lembranças da terra, quadros e esculturas (tudo com preços acessíveis).

Sem contar que é um trabalho que valoriza a floresta (é sustentável), incentiva o talento acreano e gera emprego e renda a centenas de famílias.

Espaço para a Indústria consolida multi-setorização
Expoacre-cavalgada3Um bom projeto público de Economia é aquele que fomenta crescimento e participação geral entre os ramos da iniciativa privada, a curto e longo prazo. Com a Expoacre não é diferente! A entrada em peso da Indústria local assegura a realização do maior sonho do Governo do Estado ao promover a feira: abrangência a todos os setores. Além disso, a imposição industrial aumenta as novidades e cria um atrativo à parte para os visitantes.

Nesta edição, o número de empresários participantes saltou de 53 para mais de 70 (alta de 32%: quase um terço). Por isso, foi erguida uma nova estrutura de 3.250 m2 (2 mil m2 de área construída), que permitirá a montagem dos boxes de cada empresa conforme à necessidade de seu produto ou serviço. Isto é, criou-se o incentivo para as indústrias.

Segundo os organizadores Dudé Lima e Nena Mubárac, o novo espaço também permite maior visibilidade aos produtos /serviços industriais, publicidade e fortalecimento da marca dos expositores, contato para futuras parcerias, conquista de novos clientes e, o melhor, servirá de área definitiva no parque para a realização de eventos posteriores.

“Na minha opinião, esta é a maior novidade deste ano, pois retrata a grande força que a Indústria acreana se tornou nos últimos anos e também permitirá que o público conheça melhor serviços que ele nem imaginava que existia aqui no Estado”, pondera Dudé.

Micro-empresários – Se apenas os médios e grandes empreendedores tivessem sucesso na Expoacre, então a participação do setor indus-trial ainda seria pequena. Desta forma, a organização da feira recorreu ao Sebrae, que tratou de trazer outra grande novidade. No seu espaço, a instituição oferecerá fundamentos (cursos, conhecimentos, indicações de materiais, previsão financeira, etc) para ajudar a formar micro e pequenos industriários em 20 áreas diferentes do mercado (sorveteiros, pipoqueiros, doceiros, revendedores, etc).

Um retrato do desenvolvimento da Pecuária
Expoacre-cavalgada4Como não poderia perder a essência, a Expoacre 2010 também representa a amostra de um ciclo de ‘super’ desenvolvimento na Pecuária acreana. De fato, o setor cresceu tanto nos últimos anos que já transformou a feira num megaevento de exposição da qualidade dos animais, e que não deixam a desejar para outros de qualquer lugar do mundo.

Para se ter idéia da melhora na qualidade do ramo, o secretário Mauro Ribeiro conta que em 2002 eram feitos estudos nos currais de fazendas que exporiam na feira. O resultado: poucos animais e de baixa qualidade genética. “Nunca conseguíamos bastante para lotar as baías, e ainda tínhamos que prendê-los bem para não fugirem”, lembra Ribeiro. A situação agora é diferente. Neste ano, serão expostos 120 bovinos (80% bois Nelore e 20% gados leiteiros) e 50 cavalos de raça pura, lotando todas as baías (fora os leilões).

Como é possível tanta mudança em tão pouco tempo? Segundo Mauro Ribeiro, foi preciso uma série de fatores. Desde investimentos maçiços na qualidade genética dos animais (elite) até a modernização nas fazendas, os pecuaristas passaram a expandir negócios e tornar o mercado local competitivo. E sempre crescenedo de modo sustentável (aumentar o rebanho sem avançar sobre as matas) e solidária (pequenos crescem junto com os grandes). Outro fator que gerou o boom fazendário foram os investimentos do Governo na área.

“A Expoacre é uma fotografia de como está a Pecuária do Acre. Um retrato perfeito da evolução e alto investimento no setor, ainda mais pelo fato de que o criador já descobriu o impacto financeiro de expor seus animais. Por isso, vejo a feira tornando-se este mega sucesso como a prova do novo padrão de qualidade agropecuária, no qual o fazendeiro faz sua parte dentro da sua terra e o Governo cria as boas condições fora delas”, analisa.

Futuro – A respeito dos novos desafios à Pecuária local, o secretário afirma que o setor precisa manter o mesmo nível de recursos e de tecnologias que está sendo empregado na qualidade dos animais e nas fazendas. Além disso, outra meta será solidificar a Pecuária leiteira na região, com qualificação, cursos, matriz genética, fundos, produtos e atração de investidores. “E para a Expoacre restará o dever de seguir representando os avanços no setor, em face aos novos desafios que surgirem nos próximos anos”, conclui o secretário Mauro Ribeiro.

 

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