Expoacre gera aumento de quase 30% para lojas agropecuárias da Capital

O setor de vendas de produtos agropecuários estima um aumento de 20 a 30% por conta da proximidade da maior festa com temática country, a Expo-acre. Em especial, os itens de vestuários (botas, chapéus, cintos, etc), acessórios e selarias são os mais requisitados pelos ‘peões’ acreanos. Porém, as lojas agropecuárias também faturam alto nos demais produtos (herbicidas, comidas e remédios para eqüinos), fazendo com que julho seja o melhor mês de vendas do ano: uma espécie de ‘Natal fora de época’ para os pecuaristas!
|Expoacre2007
Com a Expoacre, comér-cios especializados passam a investir em acessórios populares, variedades de ofertas, promoções e até nas facilidades de pagamento, a fim de atrair clientes novos e satisfazer o gosto dos mais exigentes. Alguns até se programam para os bons negócios durante feira. Desta forma, quem ganha é o consumidor, cheio de opções.

De acordo com Walter Nunes Duarte, gerente da loja Marca Agropecuária, a estimativa de vendas para o mês é de 30% em virtude da feira. Segundo ele, a procura já começou a crescer desde o final de semana passada, e é provável que continuem em alta até o fim da Expoacre. Os mais vendidos são cintos (R$ 70), botas (R$ 130), chapéus carandá (R$ 5), ferragens (tesouras, raspadeira: R$ 50) e parcelaria (cabeceira, barrigueira: R$ 45). Outra boa saída, ainda mais com a Cavalgada, são as selas (R$ 1.300) e arreios (R$ 400).

“Neste ano, nós estamos percebendo um começo de julho melhor. Isso nos deixa ainda mais positivos em relação às próximas semanas. Até porque as vendas destes produtos mais comuns (roupas, acessórios, ferragens, etc) também impulsionam os demais itens, como remédios, alimentos (feno), sementes, herbicidas, etc. Somado a isso, oferecemos promoções, facilidades de pagamento e um stand próprio na feira, onde nós geralmente temos um ótimo volume de negócios”, comenta Walter N. Duarte.

Outro lugar que aproveita o impulso da Expoacre é a Pastoril Agropecuária. Conforme o gerente Vagner Araújo, a loja espera uma alta que acompanhe o ritmo mercadológico: 25%. De acordo com ele, a demanda começou a aumentar desde semana passada, o que também dá boas expectativas no volume geral do mês. Os produtos mais procurados na Pastoril são as botas (R$ 130), chapéus (R$ 120), chapéus de palha (R$ 5), fivelas (R$ 68), cintos (R$ 80), calças (R$ 75), selas (R$ 600 até 1.500) e rações (R$ 50).

“Estamos com boas expectativas por conta deste bom início do mês. Mas eu acho que é só a partir dos 3 últimos dias para o evento (quando o movimento é mais intenso) que poderemos ter certeza do quanto este ano será ou não proveitoso. Eu creio que as vendas serão boas no setor, pois as pessoas estão bem animadas” arrisca o gerente.

Outro fator que beneficia as lojas é o crescimento anual da feira, que a cada ano passa a ser mais organizada na afirmação de agronegócios e na mobilização com a comunidade. 

 

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