Morhan faz campanha para reduzir casos de hanseníase no Estado

A hanseníase pode até parecer uma doença longe da atual realidade acreana. É aí que muitos se enganam! Para fazer com que as seqüelas deste mal nunca sejam esquecidas e reduzir o número anual de incidências, o Morhan deu início a uma ampla campanha de alerta e combate em todo Estado. Com a iniciativa, o Movimento pretende chegar aos 22 municípios acreanos levando informações, conselhos, direitos, cidadania, incentivo ao tratamento e diagnósticos aos portadores do mal de Hansen.

A campanha é uma prévia do aniversário de 28 anos do Morhan/AC à frente da luta pelo devido assistencialismo e reintegração dos atingidos pela doença (movimento nacional foi fundado em 06/06/81). A conscientização será executada através de vistas dos 20 voluntários locais da entidade em duas frentes: uma nas cidades do interior e outra nos lugares de grande concentração de público na Capital.

Dos municípios, o Morhan já visitou Xapuri, Porto Acre e Assis Brasil e planeja ir até Cruzeiro do Sul, Feijó, Tarauacá e Manuel Urbano nas próximas semanas. Já em Rio Branco a campanha deve começar na Rodoviária Estadual e, depois, seguir ao Terminal Urbano e Calçadão da Gameleira, também nos próximos dias.

Entre as informações prestadas no ato, o Morhan estará desmistificando mentiras e fatos sobre a hanseníase, tais como as formas de tratamento, prevenção, contágio, seqüelas, encaminhamentos às instituições de Saúde, remédios, os direitos, o acompanhamento familiar, entre outras coisas. 

Importância – Conforme Élson Dias, voluntário do Morhan, o mais importante desta ação é mostrar que a hanseníase não só é uma doença que persiste nos dias atuais, como também continua deixando seqüelas físicas e discriminatórias no seio da sociedade acreana, muitas vezes pela desinformação. E, como muitas pessoas ainda insistem em fechar os olhos para a realidade, o mal só consegue ganhar dimensões maiores.

A prova disso está nos números anuais de portadores. Em 2008, foram 265 infectados (a doença tem 4 tipos e apenas 2 são transmissíveis pelo ar, mas só quando o portador está num estágio avançado e fora do tratamento). No ano passado, foram 253 casos. Segundo Élson Dias, a meta é fazer com que este número saía pelo menos da faixa dos 200.

“As pessoas têm que deixar o preconceito de lado, pois a hanseníase é uma doença que tem cura e pode ser tratada em 6 meses se for reconhecida logo (casos graves, acima de 5 manchas no corpo, levam de 12 a 18 meses de tratamento)”, afirma o voluntário. 

Preconceito e Ignorância – Em se tratando do mal de Hansen, há alguns dados locais preocupantes. Segundo Élson Dias, no último arrastão de alerta o Morhan identificou 18 casos suspeitos de pessoas com manchas no corpo, em apenas 3 dias, no Calçadão de Rio Branco. No interior, as suspeitas têm números afins.Outro problema é o preconceito que tais pessoas sofrem (família, amigos, emprego, escola) e o abandono do tratamento (pela demora, remédios, efeitos colaterais e pela interferência de bebidas alcoólicas).

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