Número de boi cresce 4 vezes mais que áreas de pastagens no Estado

O crescimento  do rebanho bovino acreano entre 1990 e 2004 foi de 416%. Apesar de estratosférico, o salto não significou aumento do desmatamento no mesmo ritmo. Neste intervalo, a abertura de novas áreas para pastagem chegou a 147%. Esse resultado só foi possível graças à adoção de mecanismos que permitem incrementar a criação nas áreas já derrubadas, como a recuperação das áreas degradadas e o uso do capim-forrageiro.
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Com mais de 2,6 milhões de cabeças de gado, o Acre tenta galgar o título de Estado da “Pecuária Verde”. Após um longo período de avanços desordenados floresta adentro, agora a atividade procura se adaptar aos novos tempos. O rigor da legislação ambiental foi o principal fator a influenciar essa adaptação. O temor dos pecuaristas acreanos é que a adoção das novas tecnologias acabe por encarecer o sistema de criação.

Mais de 95% dos criadores do Estado têm menos de 500 cabeças. Adotar meios caros de criação iria reduzir drasticamente os lucros para os pequenos. A competitividade da Pecuária local no mercado brasileiro ocorre por conta do baixo custo.
Como a principal alimentação do rebanho vem do pasto natural, criadores diminuem os gastos na compra de rações. É essa alimentação diferencia-da, ainda, que garante à carne acreana qualidade superior. O clima quente e úmido da região também contribui.

Para garantir que a atividade mantenha força, o governo tem disponibilizado tecnolo-gias aos pequenos, médios e grandes fazendeiros. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é a instituição a oferecer tecnologias para os criadores.
São esses métodos que deixam a pecuária acreana em vantagem sobre as demais: enquanto que a média nacional de  animal por hectare é de 1 por 1, aqui essa relação fica em 1,8 por 1. Todos esses fatores têm permitido que os ganhos da atividade ultrapassem os R$ 400 milhões.  Já as exportações superam a cifra dos R$ 300 milhões. Hoje 70% da produção é enviada para outros mercados, e o restante fica aqui.

Esses 30% são suficientes para tornar o Estado o segundo maior consumidor de carne do país. O consumo per capita do alimento chega a 40 quilos por ano graças ao preço menor.

12º Megaleilão venderá 1.000 touros e 300 fêmeas em SP
A 12ª edição do Megaleilão Nelore CFM venderá 1.000 touros Nelore e cerca de 300 fêmeas prenhes, nos dias 11 a 13 de agosto, em São José do Rio Preto (SP), com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi (SBA). No dia 11, o evento terá palestra sobre pecuária. No dia 12, está programado o megaleilão de 400 touros, os melhores da safra 2008, incluindo os top 10 e cerca de 300 fêmeas. E no dia 13 haverá a Megaloja Nelore CFM, com a oferta de 600 touros com preço fixo na fazenda São Francisco, em Magda (SP).

 A Agro-Pecuária CFM é a maior fornecedora de touros Nelore e Montana do país e o primeiro projeto pecuário a trabalhar no sistema de Megaleilão, onde tanto o pecuarista que quer comprar um único touro como aquele que quer grandes quantidades de animais pode fazer sua escolha entre os 1.000 exemplares ofertados. A preocupação maior é democratizar o acesso dos clientes ao melhor da nossa genética”, ressalta Luis Adriano Teixeira, coordenador de pecuária da CFM.

Além dos prazos normais praticados nos leilões de touros (de 14 parcelas), o pecuarista ganha redução da comissão da leiloeira de acordo com o volume de touros adquiridos e também descontos progressivos dentro das baterias de touros.

Outra vantagem está na compra de cargas fechadas de touros (16 ou 24 animais), com frete rodoviário grátis para todo o país. Quem precisar de frete para pequenas quantidades de touros poderá retirar seus touros nos pontos de entrega nas cidades de Cuiabá (MT), Aquidauana, (MS), Goianésia (GO), Correntina (BA) e Gurupi (TO). (Assessoria CFM)

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