Incêndio destrói parte do centro comercial de Brasiléia

O incêndio que destruiu cerca de 15 lojas no centro comercial do município de Brasiléia, distante de Rio Branco cerca de 240 km, fronteira com a Bolívia, começou na madrugada de domingo, 18, e pode ter sido causado por um curto-circuito em uma das lojas.
Incendio

Comércio de venda de confecções, pensões, mercearias e açougue foram consumidos pelas chamas do incêndio.

Comerciantes, policiais e população em geral juntaram esforços para tentar salvar o máximo que pudessem das chamas.

O Corpo de Bombeiros Militar enviou dois caminhões-pipas, que não deram conta de debelar as chamas que avançaram para os dois extremos do centro comercial e atingiram várias lojas.

No desespero de salvar mercadorias, alguns comerciantes chegaram a passar mal devido à fumaça.

Diante da ameaça real de destruição total do centro comercial, foi tomada a decisão de enviar duas máquinas que derrubaram duas lojas e assim isolar o incêndio somente nas lojas que já haviam sido atingidas.

O intenso calor provocado pelo incêndio chegou a atingir casas e comércios localizados do outro lado da rua, que tiveram suas fachadas derretidas pelas chamas.

Carência de equipamentos
A carência do Corpo de Bombeiros Militar do município de Brasiléia ficou evidente quando da necessidade de controlar as chamas que destruíram as lojas. Apenas dois caminhões- pipas com capacidade de três mil litros cada foi insuficiente. Segundo informações, o caminhão de maior porte (com capacidade para 10 mil litros) foi retirado de Brasiléia e enviado para Rio Branco para auxiliar no combate aos incêndios em terrenos urbanos e florestas, deixando a população de pelo menos três municípios (Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil) sem um equipamento de porte razoável.

“Infelizmente, foi necessário a destruição de um centro comercial, prejuízos para comerciantes e empresários que geram emprego nessa cidade para termos revelado publicamente o descaso que o setor de Segurança Pública tem para com a população do interior. Como deixam apenas dois caminhões-pipas, que somada a capacidade são somente seis mil litros para guarnecer três cidades, isso é um absurdo”, declarou indignado o filho de um comerciante atingido pelo incêndio.

Prejuízos – O incêndio que destruiu mais de 15 lojas no centro comercial do município de Brasiléia teve início por volta das 3h da madrugada de domingo, 18. Foram mais de duas horas na tentativa de moradores, Corpo de Bombeiros do Brasil e Bolívia de debelarem as chamas.

Com o dia claro foi possível visualizar o tamanho da destruição que o incêndio causou aos empresários, lojistas e comerciantes atingidos pelo fogo.
Os prejuízos ainda não foram somados, mas segundo as vítimas é grande o suficiente para falir a maioria dos atingidos e deixar dezenas de pes-soas desempregadas.

Na manhã de domingo, a prefeita Leila Galvão esteve no local dos escombros e conversou com o presidente da associação comercial de Brasiléia.
Segundo informações de um Bombeiro Militar, testemunhas disseram que o incêndio começou com um curto que partiu de um poste de energia elétrica da rede pública, localizado do lado oposto da rua e que atingiu a fiação até as lojas.

Ele disse ainda que a propagação das chamas fosse reforçada pelo fato das lojas serem construídas, a maior parte, de madeiras antigas.

A prefeita Leila Galvão afirmou que vai entrar em contato com o governador Binho Marques e tentar junto ao gestor maior do Estado uma ajuda emergencial para os atingidos pela tragédia.

 

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