Jorge e Edvaldo terão logomarca única

Os dois candidatos ao Senado da FPA estiveram, ontem, com o diretor-geral de A GAZETA, Silvio Martinello. Durante a visita conversaram com os jornalistas do grupo de comunicação e fizeram o convite para o lançamento da campanha majoritária da FPA, na quinta-feira. “As três candidaturas majoritárias terão uma cartaz, um slogan e um único jingle. Queremos fazer uma campanha contida e modesta porque a população não agüenta mais ser afrontada pelos políticos”, afirmou Jorge Viana (PT).
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Transição do executivo para o legislativo

 Durante a conversa o ex-governador fez questão de frisar que se desligou das suas atividades empresa-riais privadas para se dedicar 100% ao trabalho político. “Quem está na vida pública não pode estar ligado à iniciativa privada. No momento quero me concentrar nas atividades políticas”, ressaltou. Silvio Martinello indagou se Jorge Viana, no caso de uma vitória, iria mesmo ficar apenas no Senado ou se teria possibilidade de assumir algum cargo executivo ministerial.

O ex-governador respondeu: “gosto de fazer as coisas acontecerem. Materializar sonhos. Mas nunca deixei de fazer política. O Edvaldo é um engenheiro da política. Ele foi de longe o melhor articulador que a gente já teve. Oito anos como líder do Governo e quatro como presidente da Aleac. Tião Viana (PT) é um engenheiro da política em Brasília. Os projetos mais importantes para o Acre que tiveram que passar por Brasília estiveram nas mãos do Tião e no Acre passaram pelo Edvaldo. Acho que chegar ao legislativo com conhecimento da realidade do executivo ajuda”, justificou.

Para o postulante ao Senado é hora de haver reformas nas leis. “Por exemplo, essa questão da violência. A gente fica reclamando e se torturando, mas se a lei brasileira for mudada a gente vai sofrer menos. A gente reclama da criminalização da política. Qualquer coisa tem que perguntar ao juiz. Como a legislação é malfeita a gente tem que ficar consultando o TRE e o TSE. Se a lei fosse clara não haveria dúvidas. O juiz que deveria ser só para ver se a lei está sendo aplicada começou a virar legislador no Brasil. Isso nós temos que mudar. Eu e o Edvaldo temos que assumir compromissos desse tamanho. Aprovar as leis mais claras e mexer menos na Constituição. Não se pode culpar o pessoal do judiciário, mas os parlamentares que não souberam legislar”, ponderou.

Edvaldo Magalhães deu um exemplo das leis contraditórias. “A prova material dessa confusão é a exigência de se apresentar um plano de governo das candidaturas majoritárias. Mas a legislação proí-be que na pré-campanha que o candidato faça qualquer discussão do plano de governo. Portanto, se registra algo em linhas gerais para depois discutir o plano”, salientou.

Crescimento econômico e eleição
Para o Jorge Viana é preciso que a renovação do Senado acompanhe as transformações econômicas do Brasil. “Nunca houve uma eleição com o país crescendo a 7% ao ano. E o Senado é uma Casa de atraso com uma legislação arcaica. É preciso fazer as reformas tributárias e políticas senão o Brasil vai perder a confiança nos seus legisladores do Congresso Nacional. Acho que ser senador numa hora em que o país precisa de mudança é um privilégio. Acho que eu e o Edvaldo juntos com o Aníbal Diniz (PT) vamos formar uma plataforma de trabalho pelo Acre. Na composição do novo Plano Nacional temos que mostrar uma coerência ou não poderemos exigir muito para o Acre. Nós queremos mostrar uma bancada federal unida”, disse Jorge Viana.

Edvaldo Magalhães completou: “nós vamos ser o único Estado que poderá renovar as três cadeiras no Senado. Isso por conta da possibilidade do Tião Viana ser eleito e as duas cadeiras que serão renovadas. O Senado tem que ser um exemplo para o legislativo”, argumentou. Depois, ressaltou que a nova geografia do Acre com a Estrada do Pacífico e a BR-364 vão integrar o Estado internamente e abrir as suas portas para o resto do mundo.

Silvio Martnello destacou que a questão da Amazônia precisa de gente preparada. “O pessoal tem medo de indústrias e de fábricas. Nós já aprendemos que não devemos derrubar. Mas temos que usar tudo de forma inteligente”, afirmou o jornalista.

Jorge ponderou: “nós estamos assumindo o compromisso de colocar a questão da sustentabilidade como central. Queremos dar um senso de praticidade. Tem que se modernizar no propósito de gerar uma nova economia de baixo carbono. Nesse momento a correlação de forças no Congresso é muito atrasada em relação ao meio ambiente. O Congresso não está sintonizado com os desafios. Trabalho com a idéia de que o novo milênio exige uma nova economia”, finalizou.

 

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