Perpétua, promotores e procuradores defendem médicos diplomados

O procurador-geral de Justiça, Sammy Barbosa, reafirmou que “a Universidade Federal do Acre está à margem da realidade” quando deixa de encaminhar alternativas para a complementação pedagógica dos médicos brasileiros formados fora do país.
Mpe
A opinião do procurador é uma defesa a dezenas de acreanos ainda sem registro no CRM, e  foi reforçada na manhã desta sexta-feira, numa reunião com os pais e médicos diplomados, pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), para quem “as condições políticas já foram construídas para que tantos cidadãos não fiquem sem saúde em regiões remotas do Acre e de outros estados carentes de atendimento”. 

Sammy reiterou: “não há quem derrube” o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o MPE e algumas prefeituras acreanas. Segundo o acordo, os médicos inscritos em processos de revalidação podem trabalhar até que a situação seja regularizada.  A deputada lembrou o incentivo dado pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde) às universidades federais do país para complementação pedagógica no Brasil, e lembrou a posição favorável do governador Binho Marques e dos promotores de justiça aos mais de 100 profissionais brasileiros formados todo mês pela Escola Latino-Americana de Medicina (Elam).

“O assunto é muito grave e nem as divergências políticas lá em Brasília divide a bancada federal. Todos nós, deputados e senadores acreanos, estamos fechados nesta questão. Queremos ajudar com a destinação de recursos. E os valores seriam suficientes para que a Ufac faça a sua parte”, disse a deputada.

O procurador e a deputada consideraram “aviltantes, desleais e agressivas” as declarações que ainda repercutem negativamente feitas pelo presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D’Ávila. Numa passagem conturbada pelo Acre, ele desagradou a todos ao chamar de “charlatões” os profissionais que buscam exercer a profissão no estado.

Janilson Lopes, que preside a Associação Nacional de Pais e Médicos Formados em Cuba, lembrou que existem 455 cidades brasileiras sem nenhum profissional na área de saúde. A procuradora Gilcely Evangelista Araújo Souza, que coordena a Promotoria Especializada em Defesa da Saúde, recomendou uma mobilização dos médicos com a sociedade, capaz de pressionar a UFAC a tomar uma decisão mais coerente.

“Queremos trabalhar. Estamos capacitados para isso”, disse Janilson. “O Acre, embora tenha investido bastante nesta área, ainda se ressente de profissionais nas regiões mais pobres de seu território. É uma realidade brasileira a carência de mão-de-obra para salvar vidas”, explicou a deputada. (Assessoria)

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