Política nacional 01/08/2010

“A internet é um abacaxi, tem que cortar devagarzinho”.

Erick Wilson Pereira, jurista, sobre a utilização dessa nova ferramenta de campanha.

Governo Lula torrou R$ 3,83 bilhões em diárias
Desde o primeiro ano de governo até agora, a administração chefiada pelo presidente Lula já gastou R$ 3,83 bilhões no pagamento de diárias a assessores e funcionários em supostas “viagens de serviço”. O recorde foi o ano de 2009, com R$ 791 milhões pagos a título de diárias para viagens, mas o ano de 2010 segue no mesmo padrão: nos seis primeiros meses deste ano já fora torrados R$ 347,1 milhões.

Comparação
O governo FHC gastou em média R$ 32,7 milhões ao mês, segundo a Controladoria Geral da União. Na era Lula, subiu: R$ 57,8 milhões.

Tudo a ver
Petistas detestam Joaquim Roriz (PSC) e vice-versa, mas o candidato ao governo do DF foi um dos fundadores do PT em Goiânia.

Excluídos
O morador de rua “Zezé di Camargo”, que não tem endereço fixo há 11 anos, é candidato a deputado estadual pelo PRTB no Mato Grosso.

Pergunta baixinho
Será que após virar “mulher de malandro” do PT, o ex-quase-tudo Ciro Gomes se incomodaria com o apelido ”Mico Gomes”?

Lei manda o PT ressarcir
Lula pode até usar o avião presidencial para participar de comícios da sua candidata Dilma Rousseff (PT), mas os custos decorrentes devem ser ressarcidos ao Tesouro Nacional pelo o PT. É o que dispõe a lei 9504/97, cujo artigo 76 é camarada com o presidente, na medida em que fixa ressarcimento correspondente ao aluguel de um jato do tipo táxi aéreo. Mas ninguém fala nisso – governo, PT ou oposição.

Ora, a lei
No capítulo “Condutas Vedadas ao Agente Público”, a lei 9504/97 só prevê o uso de avião presidencial em campanha de reeleição.

Página virada
O PT apagou a página http://pt.uol.com.br/ do Foro de São Paulo na internet, mas tuiteiros colocaram na rede em http://bit.ly/bIzoDH.

Bem na foto
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) é o que mais deferências especiais recebe de Lula. Mas não se envaidece, como outros pavões.

Reserva de mercado
A exclusão do PMDB do “G7”, grupo que comanda a campanha de Dilma, foi um recado claro: os petistas não confiam na turma do vice Michel Temer. Querem o PMDB longe da arrecadação de dinheiro.

Aqui mando eu
A ministra Erenice Guerra foi assessora e tem um jeitão de Dilma, mas seu estilo rendeu a ela comparações ao ex-ministro José Dirceu. Os funcionários da Casa Civil se referem a Erenice como “Dirceuzinha”.

Subsecretário
O ministro José Artur Filardi (Comunicações) perdeu poder para a ministra Erenice Guerra. Não manda mais nos Correios, na Telebrás, na banda larga. E ela agora vai indicar outro petista para a Anatel. Filardi virou um “subsecretário da Casa Civil para Comunicações”.

Riponga rica
Com jeito riponga e anéis de prata em todos os dedos, a primeira-dama da Nicarágua, que veio com o tiranete Daniel Ortega ao Brasil, parece ter vindo a pé do festival de Woodstock, e enriquecido no caminho.

Frustração
Funcionários dos Correios encomendaram fogos para celebrar a saída do ex-presidente da estatal, Carlos Henrique Custódio, prevista para o dia 30, mas Lula a antecipou para o dia 28 e ainda não havia fogos.

Tamos fora
José Serra adiou o encontro com ONGs ambientalistas nesta segunda, em Belém. São organizações, que, apesar de “não-governamentais”, vivem penduradas nas tetas do governo. Dilma Rousseff nem agendou.

Leite derramado
A polêmica na Itália agora é o leite congelado brasileiro na mussarela de búfala, importado de uma fazenda no Brasil, que estará à venda em agosto. O governo italiano mandou ficar de olho na origem do produto.

Reprise do besteirol
Um presidente e um ex concorrem a deputado estadual no Amapá: o “Lula” e o “Jucelino Kubstcheck” (sic). Ambos declaram não ter bens. Na Bahia, concorrem outro Lula, e um Lulinha, que não é filho dele. E um candidato “Presídio”. Pernambuco tem o Irmão Isaías da Coxinha…

Pensando bem…
…com o “Dilma vai ganhar”, o subdiplomata Marco Aurélio Garcia já deve estar ensaiando seu inesquecível “top top” para o derrotado. 

PODER SEM PUDOR

Corruptos no paredón

Em visita ao Rio de Janeiro, certa vez, Fidel Castro foi homenageado, em banquete, por Vasco Leitão da Cunha. De repente, aproximou-se de sua mesa um homem gordo e vermelho, que afirmou, em tom grave:
– Senhor primeiro-ministro, só não lhe perdôo os fuzilamentos em Cuba…
Fidel respondeu na bucha:
– Posso assegurar que só fuzilei ladrões dos dinheiros públicos e cáftens.
Ele respondia a Ademar de Barros, que se retirou.

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