Política nacional 03/08/2010

“Nunca ouvi alguém chamar de dossiê uma carta anônima”.

Dilma Rousseff desqualificando acusações do próprio PT contra Guido Mantega.

PSDB tenta forçar Dilma a discutir sua saúde
Além da guinada conservadora, antecipada neste coluna, que levou o candidato a vice Índio da Costa a lembrar as ligações do PT com os narcoterroristas das Farc, a campanha tucana estuda cobrar de Dilma Rousseff (PT) o debate público do seu estado de saúde. “O eleitor tem o direito de saber se o voto é para Dilma ou Michel Temer”, afirma sem meias-palavras um senador, integrante do comando da campanha.

Assunto-tabu
O câncer linfático de Dilma, que segundo ela foi debelado, é tabu no PT. Para o comando da campanha, a única ameaça à vitória dela.

Vulnerabilidade
O PSDB quer provocar o debate do estado de saúde de Dilma, mas ainda não sabem como fazê-lo sem parecerem cruéis. Não há como.

Cutucada cruel
Na RecordNews, ao ser indagado sobre se o seu vice estaria apto a assumir o cargo, José Serra descartou, irônico: “Eu tenho boa saúde…”

Pergunta regimental
O PT faz todos esses dos-siês, contra adversários e até contra eles próprios, durante ou após o expediente?

Boatos cercam…
Uma onda de boatos cerca “a morte misteriosa” do escritor curitibano Yves Hublet, 72, que ficou famoso ao atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu, no auge do “mensalão”, em 2005. Com dupla cidadania, ele teria morrido na cadeia, voltando da Bélgica. Mas Hublet foi preso pela PF ao tentar embarcar para lá, em Brasília, dia 27 de maio, com dois revólveres ilegais. Liberado, morreu em 26 de julho.

Rumo ignorado
Segundo a PF, Yves Hublet foi solto após cinco dias preso. Ele tinha um pequeno imóvel em Charleroi, Bélgica, onde o corpo foi cremado.

Quixotesco
A Justiça considerou duas vezes improcedente o processo movido pelo ex-ministro José Dirceu, aconselhado por Hublet a ler “Dom Quixote”.

Investigação
Airo Zamoner editor e amigo de Yves Hublet, pediu ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que investigue o caso. Mas ele morreu de câncer.

Lamúrias de ex
O ex-governador do DF José Roberto Arruda se queixa da vida dura, e até oferece a visitantes os seus carros à venda. Um amigo de Arruda, empresário, diz colaborar com R$ 40 mil mensais na sua manutenção.

Contrição
O deputado petista e ex-ministro da Previdência Ricardo Berzoini, que pôs velhinhos de 90 anos na fila do recadastramento, informou ontem no twitter a data do pagamento do INSS “reajustado”.

Novo capítulo
A CPI da Bancoop na Assembléia paulista espera ouvir hoje o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, um sócio dele, dois fundadores da cooperativa e uma diretora financeira. Se eles aparecerem, nem precisa dizer.

Tente outra vez
Lula estaria de olho na secretaria-geral da ONU ao oferecer asilo à mulher ameaçada de morte por apedrejamento, diz o britânico The Guardian. O filho de Sakineh Ashtiani acha que o Irã vai ouvir o apelo.

O que é, o que é…
…faz comício como presidente, viaja com o avião, helicóptero, seguranças e assessores de presidente, usa hotel de primeira classe como presidente, mas não é presidente? É o presidente de “8 às 18h”.

Projeto de CPI
O mercado de comunicação está de olho em uma milionária licitação da Embratur para a escolha de quatro empresas de relações públicas. Três delas vão atuar no exterior. Petistas ligados a escândalos recentes, de olho na verba de R$ 20 milhões, exigem ganhar as contas.

Chiclete
Chamou a atenção, no comício de Curitiba, a pose de candidato do ministro Alexandre Padilha (articulação): colou em Dilma no palanque e não abriu espaço para ninguém, dando adeusinho a todo momento.

Patrocínio
A ex-deputada Eurides Brito, cassada na Câmara Legislativa do DF, diz que o maestro da orquestra do Teatro Nacional, Ira Levin, seu genro, era pago pelo patrocinador BRB, e não por emendas parlamentares.

Pensando bem…
…a nova dieta petista é abolir Mantega do cardápio.

PODER SEM PUDOR

Gratidão prescrita

Otávio Mangabeira chegou à casa do senador João Cândido Ferraz e encontrou na sala um grande retrato do brigadeiro Eduardo Gomes:
– Você ainda conserva este santo na redoma?
– Claro, doutor Otávio. É uma homenagem a um grande brasileiro e um gesto de gratidão pessoal.
– Ora, Zé Cândido, a homenagem eu compreendo. Mas gratidão política a gente guarda seis meses. E faz mais de quatro anos que ele perdeu pela segunda vez. Essa sua gratidão já está prescrita…

 

 

 

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