Política nacional 08/08/2010

“Andei abusando, mas já tomei jeito”.

Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre o mal-estar que sentiu.

DF: viagem de Rosso a Paris intriga oposição
Ogovernador do DF, Rogério Rosso (PMDB), esteve em Paris e Amsterdã por uma semana com uma comitiva de 17 pessoas, segundo investiga o deputado Chico Leite (PT). Ele vai enviar um requerimento de informações (que por lei o governador é obrigado a responder), para obter a lista de acompanhantes, natureza da viagem, despesas feitas e detalhes sobre reuniões de Rosso na multinacional Alstom, em Paris.

Multidão
O governo do DF evita mencionar o tamanho da comitiva, citando apenas cinco auxiliares, mas o deputado soube que foram 17 no total.

Investigados
Executivos da Alstom são investigados nos Estados Unidos e no Brasil pelo pagamento de propinas a políticos do PSDB em São Paulo.

Grande contrato
A Alstom vai fornecedor os vagões do VLT, o veículo leve sobre trilhos de Brasília, ao custo de pelo menos €134 milhões (R$ 312,2 milhões).

Mensagem do dia
Atire a primeira pedra quem acreditou que Lula salvaria a vida da “adúltera” do Irã.

PSDB nega
O ex-ministro Eduardo Jorge, dirigente do PSDB, garante que passam por suas mãos todas as doações para a campanha eleitoral do partido, e que são todas regulares. Ele desconhece que o PSDB paulista tenha credenciado qualquer pessoa a arrecadar doações, por isso não crê no sumiço de um ex-assessor do chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, após recolher R$ 4 milhões em doações “não-contabilizadas”.

Bico calado
Próceres do PSDB confirmam o desaparecimento do “operador” financeiro a serviço dos tucanos, mas evitam falar no assunto.

Silêncio
O amigo de Aloysio Nunes Ferreira que poderia saber o paradeiro das doações, conhecido por Paulo Preto, não tem sido localizado para falar.

Zé do Caixão
Para coroar o clima tumular do debate na Band, José Serra ressuscitou o caudilho Brizola, dizendo “eu venho de longe”, mote do falecido.

Não é do ramo
No debate, José Serra (PSDB), o mais “escolado” também se conteve diante de Dilma Rousseff, às voltas com fichas, sem concisão, com respiração estranhamente ofegante e sem olhar para a câmera.

Apreensão petista
Fernando Pimentel (PT) dava como certa a segunda vaga de senador, em Minas, porque a primeira já seria de Aécio Neves (PSDB). Mas a candidatura de Itamar Franco liquidou sua esperança de dobradinha informal com o ex-governador tucano. Agora corre atrás do prejuízo.

Bobos cariocas
Lula advertiu o governador do Rio, Sérgio Cabral, que se Jorge Piciani e Lindberg Farias continuarem brigando, “vão eleger César Maia”. O risco de eleição do ex-prefeito para o Senado tira o sono do presidente.

Cotovelada
A prefeita encrenqueira de Fortaleza, Luzianne Lins (PT), inaugurou um comitê para Dilma e convidou para a festa o ex-governador Lucio Alcântara, inimigo do atual, Cid Gomes (PSB), aliado da candidata.

Pernas curtíssimas
Franqueados dizem ter recebido do ex-presidente dos Correios Carlos Henrique Custódio a garantia de que assinara quinhentos contratos sob a nova situação de renovação automática. Mas foram só 188. E o Tribunal de Contas da União derrubou todos, impondo nova licitação.

Muso da lei
O inspirador da nova lei que quebra o monopólio da produção de radioisótopos, que era privilégio em dois institutos estatais, foi o médico gerontologista Eduardo Freire Vasconcelos, de Brasília. É um craque: recentemente deu palestras em Tel Aviv a convite do governo de Israel.

Homens de preto
Muito comício e viagem dá nisso. A Presidência da República vai gastar R$ 36,7 mil em centenas de apetrechos como coldres para pistolas, protetores de ouvido e porta-canivetes para os seguranças do “cara”.

Curto-circuito
Não bastam os apagões: um “apagado mental” manda em nome da ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um arquivo com a “2ª. Via da conta de luz”. Quem abrir o anexo está “queimado”.

De estimação
Depois do Lula de pelúcia, vem aí o Plínio de mola.

PODER SEM PUDOR

Erro de revisão

Reza o folclore mineiro que Ciro dos Anjos, secretário particular do interventor Benedito Valadares, achou que era seu dever alertar o chefe para o equívoco do título “A Lua cai”, de um livro que acabara de publicar:
– A Lua não cai, governador; a Lua sai…
– Ah, Ciro – respondeu Valadares – quem é que pode com esses revisores? Eles sempre comem as cedilhas…

 

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